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MANUAL PARA PROJECTOS DE LICENCIAMENTO COM
SUSTENTABILIDADE SEGUNDO 0 SISTEMA
LiderA
Manuel Duarte Pinheiro
setembro 2010
equipa de apoio:
Ana Sousa, Bruno Xisto, Deolinda Chaves, Duarte Nunes, Joao Soeiro, Madalena Esqufvel, Manuel Duarte
www.lidera.info
sfntese executiva
manual para projectos de licenciamento com sustentabilidade segundo o Sistema LiderA
Manuel Duarte Pinheiro
Trtulo: Manual para projectos de licenciamento com sustentabilidade segundo o
Sistema LiderA - Sfntese Executiva
Autor: Manuel Duarte Pinheiro
Equipa de apoio: Ana Sousa, Bruno Xisto, Deolinda Chaves, Duarte Nunes.
Joao Soeiro, Madalena Esqufvel, Manuel Duarte
Pag in as inclufdas: 40
Edigao: 1a edigao digital
Data de edigao: Setembro 201C
ISBN: 978-989-96922-0-e
Como obter informagao?
Equipa de desenvolvimento: Manuel Duarte Pinheiro (manuel.pinheiro@liderainfo)
Secretariado IPA - telefone: +351 214658450
www.lidera.info
0 Sistema LiderA surge como um instrumento de apoio ao
desenvolvimento de projectos mais sustentaveis e, caso o seu
desempenho seja comprovado, o seu reconhecimento e certificacao,
Este manual diz respeito as orientacoes a serem efectuadas para
aplicar o sistema desde a fase inicial (Programa Preliminar definido
pelo Dono de Obra) ate ao Projecto de Licenciamento,
0 manual dispoe de quatro partes
- sihtese executiva
I - programa preliminar e estudos de base
II - projecto de licenciamento
IV - anexos - desenhos tecnicos
Agradecimentos
Agradece-se as sugestoes e recomendacoes efectuadas por:
Eng.a Maria Joao Cardoso, Eng.a Ana Patricia Pereira e Eng.0 Andre
Valente da Camara Municipal de Santarem, bem como ao Eng.0 Acacio
Antonio de Miranda Frade e Arqt.a Ana Gestal da Camara Municipal de
Torres Vedras,
ice
Sinopse 01
indice de figuras e quadros 04
0 Sintese Executiva 07
0.1 Enquadramento 07
0.2 Abordagem 07
0.3 LiderA - Sistema de apoio a procura de solucoes
sustentaveis 10
0.4 Programa Preliminar 12
principals aspectos a considerar 16
0.5 Programa Base 18
principals aspectos a considerar 20
0.6 Projecto Base (Projecto de Licenciamento) 22
principals aspectos a considerar 26
0.7 Avaliacao da sustentabilidade - Sistema LiderA 30
0.8 Tramitacao 34
0.9 Conclusoes 35
Bibliografia 36
03
indice
de figuras
e quadros2
1 Figura 1 - Fases do empreendimento e aplicacao da abordagem
LiderA 08
Figura 2 - Vertentes e areas do Sistema LiderA (V2.0) 1 0
Figura 3 - Nfveis de Desempenho Global 1 0
Figura 4 - Localizacao da zona a intervir - Quarteirao OCTO 1 4
Figura 5 - Localizacao da zona a intervir - Moradia Urbana 1 5
Figura 6 - Localizacao da zona a intervir - Edificio HEXA 1 7
Figura 7 - Localizacao e implantacao do empreendimento -
Edificio HEXA 17
Figura 8 - Planta de cobertura 20
Figura 9 - Alcado Nascente 20
Figura 10- Alcado Sul 20
Figura 1 1 - Plante esquematica do Edificio HEXA - Orientacao
Solar 21
Figura 12-Alcado Sul 21
Figura 13 - Planta de implantacao da Moradia projectada 21
Figura 14 - Planta de cobertura 21
Figura 15 - Planta de biodiversidade e interligacao de habitats 22
Figura 16 - Biodiversidade - hortas urbanas 22
Figura 17 - Tratamento das aguas na cave 22
Figura 18 - Pavimentos permeaveis 23
Figura 19 - Arrefecimento por evaporacao 23
Figura 20 - Climatizacao por geotermia 23
Figura 21 - Planta do piso terreo - Quarteirao OCTO 24
Figura 22 - Planta do piso terreo - Edificio HEXA 25
Figura 23 - Planta do piso tipo - Edificio HEXA 25
Figura 24 - Esquema de chamines, ventilacao e exaustao de
fumos - Edificio HEXA 25
Figura 25 - Planta do piso terreo - Moradia Urbana 25
Figura 26 - Planta do 10 Piso - Moradia Urbana 25
Figura 27 - Corte da moradia pela caixa-de-escadas 25
Figura 28 - Corte da moradia pela entrada principal 25
Figura 29 - Insercao urbana (Edificio HEXA) 28
Figura 30 - Vista Tardoz (Edificio HEXA) 28
Figura 31 - Producao de energia na cobertura (Edificio HEXA) 28
Figura 32 - Insercao urbana (Moradia Urbana) 29
Figura 33 - Vista Tardoz (Moradia Urbana) 29
Figura 34 - Producao de energia na cobertura (Moradia Urbana) 29
Figura 35 - Pormenor da varanda (Edificio HEXA) 30
Figura 36 - Vivencias e amenidades (Edificio HEXA) 30
Figura 37 - Esquema de ventilacao (Edificio HEXA) 30
Figura 38 - Desempenho ambiental (Edificio HEXA) 30
Figura 39 - Incidencia solar (Moradia Urbana) 31
Figura 40 - Vivencias e amenidades (Moradia Urbana) 31
Figura 41 - Esquema de ventilacao (Moradia Urbana) 31
Figura 42 - Desempenho ambiental (Moradia Urbana) 31
Figura 43 - Classificacao final do Quarteirao OCTO e do Edificio
HEXA e posicionamento nas classes 32
Figura 44 - Sistema LiderA ( Quarteirao OCTO | Edificio HEXA): 32
a) Integracao local 32
b) Recursos 32
c) Cargas ambientais 32
d) Conforto ambiental 32
e) Vivencia socioeconomica 32
f) Condicoes de uso sustentavel 32
Figura 45 - Classificacao final da Moradia Urbana e
posicionamento nas classes 34
Figura 46 - Sistema LiderA (Moradia Urbana): 34
a) Integracao local 34
b) Recursos 34
c) Cargas ambientais 34
d) Conforto ambiental 34
e) Vivencia socioeconomica 34
f) Condicoes de uso sustentavel 34
04
Figura 47 - Tramitacao para o licenciamento do sector publico
segundo a Portaria n° 232/2008, de 1 1 de Marco 36
Figura 48 - Tramitacao para o licenciamento do sector privado
segundo a Portaria n° 232/2008, de 1 1 de Marco 36
2 Quadro 1 - Principals etapas de projecto segundo a Portaria
n° 701-H/2008, de 29 de Julho (Anexo I - art.) e 1°)
e aspectos a considerar para cada etapa 09
Quadro 2 - Quadro exemplificativo do Sistema LiderA 1 1
Quadro 3 - Elementos do Programa Preliminar a considerar 13
Quadro 4 - Requisitos do Quarteirao OCTO 1 6
Quadro 5 - Requisitos do Edificio HEXA 1 6
Quadro 6 - Requisitos da Moradia Urbana 1 6
Quadro 7 - Elementos do Programa Base a considerar 1 9
Quadro 8 - Avaliacao de Areas - Posicionamento na Avaliacao
Estrategica - Quarteirao OCTO 20
Quadro 9 - Avaliacao de Areas - Posicionamento na Avaliacao
Estrategica - Edificio HEXA 21
Quadro 10 - Avaliacao de Areas - Posicionamento na Avaliacao
Estrategica - Moradia Urbana 21
Quadro 1 1 - Elementos do Projecto Base a considerar 26
05
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sintese executiva
manual para proiectos de licenciamento
com sustentabilidade
sequndo o Sistema LiderA
0.1 Enquadramento
A construcao tern um importante impacte ambiental, economico e social
podendo contudo ser igualmente encarada como uma oportunidade
para promover boas praticas nestas tres dimensoes. Assim, a procura
de equilfbrio nessas dimensoes ambientais, economicas e sociais
assume a procura da sustentabilidade,
A procura de bom desempenho ambiental e sustentabilidade nos
ambientes construfdos e cada vez mais um desafio. Nesse sentido
mporta dispor de sistemas de orientacao que permitam a obtencao
de tal desiderata. 0 Sistema LiderA (existente desde 2005) propoe
uma abordagem integrada que permite orientar o desenvolvimento de
solucoes sustentaveis e certificar os empreendimentos ou ediffcios em
qualquer fase do seu ciclo de vida,
0 sistema destina-se a suportar Promotores, Projectistas, Empreiteiros
Gestores do Empreendimento, Clientes e Utentes dos ambientes
construfdos, podendo ser aplicado para apoio ao desenvolvimento ou
para certificacao,
Este manual destina-se a suportar a primeira fase do ciclo de vida da
concepcao dos empreendimentos, nomeadamente abrangendo as
suas diferentes fases, desde a ideia a apresentacao do projecto para
o licenciamento [ver Figura 1]. A razao inerente a consideracao destas
fases decorre do facto de ser nestas que as decisoes mais relevantes
na procura da sustentabilidade sao definidas, nomeadamente o tipo de
produto, caracterfsticas e nfvel de desempenho. 0 desenvolvimento do
Projecto de Execucao sustentavel, obra e manutencao serao objecto
de abordagens aserem publicadas posteriormente.
0.2 Abordagem
A procura de sustentabilidade desafia os responsaveis do projecto
(Promotores, Clientes, Arquitectos e Engenheiros) e as entidades
fiscalizadoras (Tecnicos da Autarquia na qual ocorre a operacao
urbanfstica), a experimentarem a adopcao de medidas e solucoes que
se identifiquem com os princfpios sustentaveis,
Uma das etapas fundamentals de qualquer projecto e o licenciamento,
pelo que este documento pretende ser um manual pratico que possa
apoiar e estimular o desenvolvimento de solucoes sustentaveis,
passfveis de serem abordadas, adoptadas e analisadas no processo de
Licenciamento, tendo como guia orientador deste processo o Sistema
LiderA.
Este manual tern como objectivo apresentar uma abordagem que
considera a sustentabilidade usando o Sistema LiderA nas diferentes
fases de projecto, desde a ideia inicial ate ao licenciamento,
Este sistema, que avalia o desempenho ambiental das construcoes
vai permitir que, atraves da inclusao no pedido do Dono de Obra, do
desenvolvimento do projecto e do licenciamento, as construcoes sejam
planeadas e executadas, desde o initio, com a preocupacao maior de
minimizar os impactes ambientais e permitir aos imoveis atinjirem um
nfvel de servico compatfvel com o pretendido. Por outro lado, o facto de
um projecto ser pensado desde o infcio de forma a integrar medidas
sustentaveis pode permitir uma solucao equilibrada dos custos no
ciclo de vida da construcao, trazendo deste logo beneffcios, nao so
ambientais como tambem economicos,
0 Sistema LiderA surge assim como um instrumento facilitador e de
apoio ao desenvolvimento de processos mais sustentaveis e caso
o seu desempenho seja comprovado, uma ferramenta para o seu
reconhecimento e certificacao,
0 presente manual para Projecto de Licenciamento e composto por
um conjunto de quatro volumes: o presente volume (I) de Sfntese e
mais tres volumes que precisam a proposta da aplicacao da abordagem
do Sistema LiderA ate ao licenciamento, ou seja, Programa Preliminar
e Estudos de Base (II); Projecto de Licenciamento (III) e Anexos -
Desenhos Tecnicos (IV)
A forma como se organiza este manual concretiza os principals
aspectos a ter em consideracao no processo de licenciamento, para
que de um modo objectivo e concreto sejam abordados determinados
parametros que, actualmente ao nfvel da verificacao do processo de
icenciamento, nao sao ponderados de uma forma tao evidente a luz
da sustentabilidade,
Retenha-se que os protocolos existentes com Municfpios como
Santarem, Torres Vedras ou Beja, permitem procedimentos especfficos
e vantagens (reducao de 25% na taxa de operacao urbanfstica) para os
07
sfntese executiva
abordagem
projectos que procurem a sustentabilidade seguindo o Sistema LiderA,
0 desenvolvimento do projecto caracteriza-se por dispor das seguintes
fases
- Fase inicial de definicao do produto pelo promotor (ou entidade
associada), que inclui a definicao das orientacoes aserem desenvolvidos
seguidamente. Usualmente o promotor (ou o Dono de Obra) especifica
as caracterfsticas a serem desenvolvidas atraves de um documento,
que e o Programa Preliminar,
As abordagens a considerar para aplicar o Sistema LiderA, assentam
em assumir os princfpios de sustentabilidade na fase de Programa
Preliminar, na procura de solucoes das areas na fase de Programa
Base ou Estudo Previo, e na procura de solucoes que satisfacam os
criterios na fase de Projecto de Licenciamento e seguintes.
^ Piano ^
(Programa ]
Preliminar
CPrograma ]
Base J
CEstudo
Previo
(Projecto ]
Base J
Aplicar Princfpios
LiderA
Abranger Areas
LiderA
No manual sao seguidas as etapas previstas no processo de
icenciamento em vigor, expressas nomeadamente atraves do Decreto
-Lei n.° 555/99, de 1 6 de Dezembro, alterado pela Lei n° 60/2007
de 4 de Setembro, nomeadamente nos requisitos da Portaria 701- H
/2008, de 29 de Julho, desde o Programa Preliminar, Programa Base/
Estudo Previo ate ao Projecto Base (Projecto de Licenciamento)
[ver Quadro 1 ]
Neste contexto, as propostas consideradas sao baseadas nas boas
praticas, quer ao nfvel da arquitectura, quer ao nfvel da construcao, para
que uma vez desenvolvidas e correctamente aplicadas, os ediffcios
alcancem uma boa qualidade arquitectonica de conforto e salubridade
para os utilizadores e um bom desempenho ambiental, nomeadamente
na procura da sustentabilidade de forma a ser certificado (classes de
certificacao do Sistema LiderA: C, B, A, A+ ou A++)
Como forma de operacionalizacao deste Manual de Licenciamento
foram desenvolvidos projectos-modelo distintos, que pretendem
exemplificar o processo descrito anteriormente, nomeadamente um
quarteirao de edificios de habitacao colectiva, denominado Quarteirao
OCTO, um ediffcio de habitacao colectiva, denominado Ediffcio HEXA,
e um edificio de habitacao unifamiliar designado Moradia Urbana
(modelos com medidas sustentaveis diferentes da maioria das
construcoes actuais)
No caso do Quarteirao OCTO, apresenta-se o planeamento e as
propostas de intervencao, para um conjunto de ediffcios de habitacao
replicados ao nfvel do quarteirao, com comercio no piso terreo ezonas de
lazer comuns. No caso do ediffcio HEXA, apresenta-se o planeamento
e as propostas de intervencao, para um ediffcio habitacional replicavel,
num empreendimento composto por ediffcios de habitacao colectiva.
No caso da Moradia Urbana apresenta-se o planeamento e as
propostas de intervencao, para um ediffcio de habitacao unifamiliar,
tambem replicavel para um empreendimento composto por moradias.
^Licenciamento^
(Projecto ]
de Execucao ,
^ Construcao ^
^ Operacao
Aplicar Criterios
LiderA
Figura 1 - Fases do empreendimento e aplicagao da abordagem LiderA
08
sihtese executiva
abordagem
Quadro 1 - Principals etapas de projecto segundo a Portaria n° 701 -H/2008, de 29 de Julho (Anexo I - art) e 1 °)1 e aspectos a considerar para cada etapa
Fase Objectivo Principal Que considerar na sustentabilidade
Programa Preliminar Documento fornecido pelo Dono de Obra ao Projectista para definicao dos objectivos, caracterfsticas organicas e funcionais e condicionamentos financeiros da obra, bem como dos respectivos custos e prazos de execucao a observar; corresponde ao programa previsto no artigo 43° do CCP2 ■ Procurar identificar os princfpios de sustentabilidade a considerar, satisfazer as condicionantes legais ambientais (desde logo de ordenamento); ■ Avaliar o nfvel de sustentabilidade que se pretende atingir: nao certificavel, certificavel, desempenho equilibrado, bom desempenho, etc.; ■ Avaliar o nfvel de sustentabilidade sugerido pelo Programa Preliminar: preocupacoes parciais, preocupacoes alargadas, foco em todas as seis vertentes, etc.; ■ Orientacoes para desenvolvimentos a considerar pelo projectista.
Programa Base Documento elaborado pelo Projectista a partir do Programa Preliminar resultando da particularizacao deste, visando a verificacao da viabilidade da obra e do estudo de solucoes alternativas, o qual, depois de aprovado pelo Dono de Obra, serve de base ao desenvolvimento das fases ulteriores do projecto. ■ Analisar as opcoes estrategicas e de projecto efectuadas e identificar as areas de sustentabilidade abordadas; ■ Aferir se os seis princfpios de sustentabilidade, definidos anteriormente, foram cumpridos; , Garantir a satisfacao das condicionantes legais ambientais (desde logo de ordenamento); ■ Avaliar o nfvel de sustentabilidade atingido pelo Programa Base proposto: preocupacoes muito circunscritas, preocupacoes alargadas, procura de sustentabilidade alargada, nomeadamente ao aferir se as vinte e duas areas de sustentabilidade, definidas anteriormente, foram consideradas; ■ Orientacoes para desenvolvimentos a considerar no Projecto Base.
Projecto Base (Licenciamento) 0 documento a elaborar pelo Projectista, correspondente ao desenvolvimento do Estudo Previo aprovado pelo Dono de Obra, destinado a estabelecer, em definitivo, as bases a que deve obedecer a continuacao do estudo sob a forma de Projecto de Execucao, ■ Satisfazer os requisitos legais ambientais incluindo energeticos, sendo nesta fase apresentada a declaracao de conformidade regulamentar referente a certificacao energetica e de qualidade do ar (que depois com a licenca de utilizacao sera emitida a certificacao energetica. ■ Apresentar as solucoes de projecto propostas e identificar as intervencoes na procura da sustentabilidade, ao nfvel dos criterios abordados; ■ Avaliar o nfvel de sustentabilidade que se procura, atingiu ou pode vir a atingir nos criterios LiderA (em 43 ou em parte): C; B, A, A+ a A+ + , etc; ■ Orientacoes para desenvolvimentos a considerar no futuro, quer na fase de Projecto de Execucao, quer na fase de construcao, operacao, ou ate mesmo demolicao.
1 Portaria n° 701-H/2008, de 29 de Julho - Aprova o conteudo obrigatorio do programa e do Projecto de Execugao, bem como os procedimentos e normas a adoptar na elaboragao e faseamento de
projectos de obras publicas, designados "Instrugoes para a elaboragao de projectos de obras" e a classificagao de obras por categorias.
2Decreto-l_ei n.° 18/2008 de 29 de Janeiro - aprova o Codigo dos Contratos Publicos (CCP)
09
sfntese executiva
LiderA - sistema de apoio a procura de solucoes sustentaveis
0.3 LiderA - Sistema de apoio a procura de
solucoes sustentaveis
Como apoio a procura da sustentabilidade, o Sistema LiderA possui um
conjunto de princfpios, os quais se traduzem em diferentes areas que
nterpretam os aspectos aconsiderar para a procura da sustentabilidade
(figura seguinte)
INTEGRACAO LOCAL
sole
ecossistemas
oaisagem e patrimonic
CONFORTO AMBIENTAL
qualidade do ar
conforto termico
LIDER^y
fs SustentabllldsdE
VIVENCIA SOCIOECONOMICA
acesso para todos
custos no ciclo de vida
diversidade economica
amenidade e hteraccao socia
oarticipacao e controlc
USO SUSTENTAVEL
gestao ambienta
novacac
RECURSOS_
energia
agua
materials
oroducao alimentar
CARGAS AMBIENTAIS
ef luentes
emissoes atmosfericas
'esfduos
'ufdo exterior
soluicao lumino-termica
Figura 2 - Vertentes e areas do Sistema LiderA (V2.0)
As areas e os criterios propostos pressupoem que as exigencias
egais sao cumpridas e que sao adoptadas como requisitos essenciais
mfnimos nas diferentes areas consideradas, incluindo a regulamentacao
aplicada ao editicado, sendo a sua melhoria, relativa a pratica comum, a
procura da sustentabilidade.
Para orientar e avaliar o desempenho, o Sistema possui um conjunto de
vinte e duas areas, concretizando-se em criterios que operacionalizam
os aspectos a considerar em cada area. Na versao 2.0 de base estao
predefinidos 43 criterios. Os criterios estao numerados de 1 a 43 (isto
e, um criterio sugerido com C/n°)
Tal como nos sistemas internacionais de avaliacao, de que sao
exemplo o BREEAM, o LEED, o HQE e o CASBEE (Pinheiro, 2006);
os criterios vao evoluindo a medida que a tecnologia tambem evolui
permitindo assim dispor de solucoes ambientalmente mais eficientes
No entanto, os criterios e as orientacoes apresentadas pretendem
ajudar a seleccionar, nao a melhor solucao existente, mas a solucao
que melhore, preferencialmente de forma significativa, o desempenho
existente, nao desvalorizando a perspectiva economica.
Para cada tipologia de utilizacao e para cada criterio sao definidos
os nfveis de desempenho considerados, que permitem indicar se a
solucao e ou nao sustentavel. A parametrizacao para cada um deles
segue a melhoria das praticas existentes, ou a referenda aos valores
de boas praticas, tal como e usual nos sistemas internacionais,
Estes nfveis sao derivados a partir de dois referenciais chave. 0
primeiro assenta no desempenho tecnologico, pelo que a pratica
construtiva existente e considerada como nfvel usual (Classe E) e o
segundo assenta no melhor desempenho que decorre da melhor
pratica construtiva viavel a data, o que tern como pressuposto que
uma melhoria substantiva no valor actual e um passo no caminho da
sustentabilidade. Decorrentes desta analise, para cada utilizacao, sao
estabelecidos os nfveis de desempenho a serem atingidos.
As classificacoes nos criterios e atribufdo um nfvel global de
desempenho ambiental que se encaixa num dos escaloes de avaliacao,
sendo que as avaliacoes iguais ou superiores a A sao aquelas que mais
se evidenciam em termos de desempenho ambiental.
Para o Sistema LiderA o grau de sustentabilidade e mensuravel e
passfvel de ser certificado em classes de bom desempenho (C, B, A, A+
e A++) que incluem uma melhoria de 25% (Classe C) face a pratica
(Classe E), passando por uma melhoria de 50% (Classe A), melhoria
de factor 4 (Classe A+), ate uma melhoria de factor 10 (Classe A++)
Como referencial no valor global final considera-se que o melhor nfve
de desempenho e A, significando uma reducao de 50% face a pratica
de referenda (no geral a pratica actual), que e considerada como E,
0 reconhecimento e possfvel de ser efectuado nas classes C a A. Na
melhor classe de desempenho existe, para alem da classe A, a classe
A+, associada a um factor de melhoria de 4 e a classe A+ + associada
a um factor de melhoria de 10,
As solucoes que sejam regenerativas do ponto de vista do ambiente,
isto e com balanco positivo, enquadrando-se numa logica de melhoria,
classificam-se como factor de melhoria superior a 1 0 e associam-se a
classe A+ + +
A contabilizacao dos criterios referidos e realizada atraves de vertentes
e areas. As vertentes posicionam como mais relevante os recursos
(energia, agua e materials) com 32% do peso, seguido da vivencia
socioeconomica (19%), conforto ambiental (15%), integracao local
(14%), cargas ambientais (1 2%) e por fim o uso sustentavel (8%)
No geral edentro de cada area, os criterios dispoem de igual importancia.
Para obter um valor agregado, a classificacao final conjugada e obtida
atraves da ponderacao das 22 areas. Para o efeito, atraves de inquiricao
e consenso, foram obtidas as ponderacoes para cada uma das areas,
sendo a area de maior importancia a energia (peso de 1 7%), seguida
da agua (8%) e do solo (7%).
[ver Quadro 2]
Cada piano ou projecto pode escolher as areas que vai desenvolver e
quais as solucoes e a forma que permite atingir os nfveis nos criterios,
de acordo com as potencialidades do local, tipo de servico e ambicao
pretendida.
prAtica usual
menos eficiente
Figura 3 - Nfveis de Desempenho Global
10
sihtese executiva
LiderA - sistema de apoio a procura de solugoes sustentaveis
Quadro 2 - Quadro exemplificativo de Avaliagao do Sistema LiderA
1 vertente area wi3 pre-req4 criterio n° criterio
ntegracao local solo 7% s valorizacao territorial C1
s optimizacao ambiental da implantacao C2
ecossistemas naturais 5% s valorizacao ecologica C3
s interligacao de habitats C4
6 criterios paisagem e patrimonio 2% s i ntegracao paisagfstica C5
14% s proteccao e valorizacao do patrimonio C6
recursos energia 17% s eficiencia no consumo C7
s desenho passivo C8
s intensidade em carbono C9
agua 8% s consumo de agua potavel C10
s gestao das aguas locais C11
materials 5% s durabilidade C12
s materials locais C13
9 criterios s materials de baixo impacte C14
32% produgao alimentar 2% s producao local de alimentos C15
cargas ambientais efluentes 3% s tratamento das aguas residuals C16
s caudal de reutilizacao de aguas usadas C17
emissoes atmosfericas 2% s caudal de emissoes atmosfericas C18
resfduos 3% s producao de resfduos C19
s gestao de resfduos perigosos C20
s valorizacao de resfduos C21
8 criterios rufdo exterior 3% s fontes de rufdo para o exterior C22
12% poluigao ilumino-termica 1% s poluicao ilumino-termica C23
conforto ambiental qualidade do ar 5% s nfveis de qualidade do ar C24
conforto termico 5% s conforto termico C25
4 criterios iluminagao e acustica 5% s nfveis de iluminacao C26
15% s conforto sonoro C27
vivencia socioeconomica acesso para todos 5% s acesso aos transportes publicos C28
s mobilidade de baixo impacte C29
s solucoes inclusivas C30
diversidade economica 4% s flexibilidade - adaptabilidade aos usos C31
s dinamica economica C32
s trabalho local C33
amenidades e interacgao social 4% s amenidades locais C34
s interaccao com a comunidade C35
participagao e controlo 4% s capacidade de controlo C36
s condicoes de participacao e governancia C37
s controlo de riscos naturais (safety) C38
13 criterios s controlo das ameacas humanas (security) C39
19% custos no ciclo de vida 2% s custos no ciclo de vida C40
uso sustentave gestao ambiental 6% s condicoes de utilizacao ambiental C41
3 criterios s sistema de gestao ambiental C42
! 8% inovagao 2% s inovacoes C43
vertentes areas
3wi - ponderagao/peso
4 pre-req - pre-requisito
11
sfntese executiva
programa preliminar
0.4 Programa Preliminar
Esta fase comeca com a Ideia de projecto (promotor ou Dono de Obra)
sendo afase inicial do empreendimento. 0 promotor, no desenvolvimento
do seu produto, identifica a oportunidade e as suas caractensticas e
define o que pretende do produto e o seu posicionamento em termos
de desempenho para a procura da sustentabilidade, incluindo os
passos seguintes a serem efectuados,
A partir de Setembro de 201 0, no quadro do Sistema LiderA passou a
estar disponfvel uma possibilidade que reside no princfpio de que quern
tern intencao de desenvolver, projectar ou certificar, podera efectuar o
registo no LiderA (www.lidera.info). Assim, e desejavel que nesta fase
o promotor proceda a manifestacao da sua intencao de procura da
sustentabilidade atraves do seu registo,
Este registo permite saber desde logo quais as caractensticas do
empreendimento e disponibilizar uma lista de requisitos, orientacoes e
nfveis de limiares especfficos para o empreendimento procurar atingir
e comprovar de forma eficiente a sustentabilidade,
0 Programa Preliminar (segundo a Portaria n° 701-H/2008, de 29
de Julho, Anexo I - art. 1°) e urn documento elaborado pelo promotor
de urn empreendimento que e entregue aos Projectistas e a outras
entidades envolvidas na elaboracao de urn determinado projecto, com
o intuito de Ihes dar a conhecer quais as principals caractensticas do
projecto e quais as suas intencoes para a sua elaboracao.
No Programa Preliminar definem-se todos os pressupostos que
deverao ser considerados pelos Projectistas, como os usos do
edificado, a localizacao do projecto, as tipologias do edificado e o
numero de divisoes, entre outros detalhes que sejam relevantes e
devam ser transmitidos ou esclarecidos,
0 Programa Preliminar, para alem dos elementos especificos
constantes da legislacao e da regulamentacao aplicavel, deve confer
os seguintes elementos, podendo alguns destes ser dispensados
consoante a obra a projectar:
a) Objectivos da obra:
b) Caractensticas gerais da obra:
c) Dados sobre a localizacao do empreendimento
d) Elementos topograficos,cartograficos egeotecnicos, levantamento
das construcoes existentes e das redes de infra-estruturas locais
coberto vegetal, caractensticas ambientais e outros eventualmente
disponfveis, a escalas convenientes
e) Dados basicos relativos as exigencias de comportamento,
funcionamento, exploracao e conservacao da obra, tendo em
atencao as disposicoes regulamentares
f) Estimativadecusto e respectivo limite dos desvios e, eventualmente,
ndicacoes relativas ao financiamento do empreendimento:
g) Indicacao geral dos prazos para a elaboracao do projecto e para
a execucao da obra,
Existem ainda alguns elementos especiais do Programa Preliminar
que sao da responsabilidade do Dono da Obra (Artigo 1 5) tais como:
a) Os diferentes tipos de utentes do ediffcio, a natureza e a medida
das respectivas actividades e as suas interligacoes
b) As caractensticas evolutivas das funcoes a que o edificio se deve
adequar:
c) A ordem de grandeza das areas e volumes, as necessidades
genericas de mobiliario, maquinas, instalacoes, instrumentos e
aparelhagem e as eventuais condicoes especfficas de ambiente
exigidas, designadamente, isolamento termico, renovacao de ar,
condicionamento acustico, condicoes de iluminacao e incidencia
solar:
d) 0 reconhecimento geotecnico do terreno nos termos definidos
pelo Autor do projecto no Programa base,
0 Programa Preliminar deve discriminar as intencoes do promotor para
que fiquem delineadas no sentido de procurar o bom desempenho na
procura da sustentabilidade do empreendimento. A estrategia inicial
deve ser orientada segundo os princfpios do Sistema LiderA que se
baseiam nas vertentes: integracao local, recursos, cargas ambientais,
conforto ambiental, vivencias socioeconomicas e gestao sustentavel,
A abordagem preliminar, embora ainda nao formalize o projecto, deve
confer para cada uma destas vertentes os princfpios que irao regularizar
todo o projecto nas seguintes fases e que devem ser tidos em conta
ao longo de todas as etapas de licenciamento. Esses princfpios sao os
seguintes
■ Prever a valorizacao da dinamica local e promover uma adequada
ntegracao:
■ Fomentar a eficiencia no uso dos recursos naturais
■ Reduzir o impacte das cargas ambientais (quer em valor, quer em
toxicidade)
■ Assegurar a qualidade do ambiente, focada no conforto ambiental
■ Fomentar as vivencias socioeconomicas sustentaveis,
A inclusao da procura de sustentabilidade desde a fase inicial e
fundamental, pelo que e essencial efectuar a sua avaliacao pelo
Sistema LiderA, de forma a testar as intencoes do promotor, que devem
ser analisadas para se perceber em que situacao e que se encontra o
projecto em relacao a procura da sustentabilidade,
Assim, esta orientacao abrange as 22 areas do Sistema LiderA,
tendo em conta a sua abrangencia de aplicacao em cada uma das
vertentes, permitindo alertar o promotor para as variadas questoes
que estao subjacentes a construcao de urn projecto (cujos princfpios
correspondem a urn projecto que fundamentalmente caminha
para a sustentabilidade) bem como o elencar de aspectos a serem
considerados no projecto em fases seguintes
As orientacoes comecam por servir para reflectir que aspectos
devem ser considerados e apos a sua definicao deve efectuar-se a
avaliacao de posicionamento tendo em vista ver o posicionamento na
sustentabilidade, implicacoes (incluindo economicas e de produto),bem
como as que devem ser consideradas e potenciais oportunidades de
melhoria,
Em termos de localizacao, a escolha de urn terreno com vista a
mplementacao de urn determinado projecto devera ser realizada de
forma cuidada, de forma a permitir reabilitar areas contaminadas,
degradadas ou abandonadas. Os efeitos como a ocupacao do solo,
as alteracoes ecologicas do territorio, a necessidade de valorizar o
territorio e a rede ecologica e de valorizar a paisagem e o patrimonio,
estao associados a escolha do local e condicionam o desempenho
ambiental de qualquer ediffcio, empreendimento ou zona,
0 consumo de recursos como a energia, a agua, os materials
e os recursos alimentares sao areas que, numa perspectiva da
sustentabilidade, assumem urn papel fundamental para o equilfbrio do
meio ambiente, uma vez que os impactes provocados podem ser muito
significativos e podem ocorrer nas diferentes fases do ciclo de vida dos
empreendimentos,
Na energia, torna-se importante considerar a melhoria do desempenho
passivo, a reducao dos consumos de electricidade, e de solucoes
electricas eficientes, bem como a reducao do recurso a outras fontes de
energia e, se possfvel, potenciando a utilizacao das energias renovaveis
e de equipamentos mais eficientes
A orientacao das fachadas devera ser implementada de forma
correcta, com o objectivo de proporcionar bons nfveis de desempenho
passivo, iluminacao natural e conforto. Podera tambem ser realizada
uma abordagem integrada baseada em programas auxiliares (Ecotec,
por exemplo) que permitam a realizacao de estudos e verificacao de
nfveis de sustentabilidade e comportamento dos ediffcios em fases
preliminares de projecto,
Na agua, deve considerar-se a reducao da utilizacao de agua potave
12
sfntese executiva
programa preliminar
para fins domesticos, e complementarmente, a reducao das aguas
utilizadas em espacos comuns e em espacos exteriores.
No que se refere aos materials, a utilizacao de solucoes construtivas
que reduzam a intensidade destes, utilizem materials locais, apostem
no uso de materials reciclados ou renovaveis e, sempre que possfvel
na utilizacao de materials certificados, e tambem contributo relevante
para a sustentabilidade. Uma interface importante prende-se com a
durabilidade, que pode reduzir a necessidade de materials a medio e
bngo prazo,
A possibilidade de producao alimentar pontual, que, apesar de nao
afectar directamente a operacao dos edificios e das zonas, pode
contribuir pontualmente para a disponibilizacao de alimentos, para a
ocupacao de tempo ligada a natureza e para a reducao da pegada do
transporte, sendo assim tambem urn aspecto a considerar,
Devemserminimizadosos impactesdas cargasgeradas pelosambientes
construfdos e actividades associadas que decorrem das emissoes de
efluentes liquidos, das emissoes atmosfericas, dos resfduos solidos e
semi-solidos produzidos, do rufdo e complementarmente da poluicao
lumino-termica. Estes impactes estao, em muitos casos, associados
a nao utilizacao de recursos consumidos, pelo que a sua reducao e
eficiencia sao urn contributo importante, o que, no entanto, nao invalida
a necessidade de tratamento das cargas e a sua atenuacao
A luz dos modos de vida actuais, torna-se essencial que os edificios
e os ambientes exteriores respondam nao so as exigencias de
eficiencia energetica mas tambem a satisfacao dos utentes, pelo que a
ntervencao nesta area assume urn papel relevante e necessario, que
deve ser equacionado. Nao ha regras rfgidas e rapidas ou solucoes
unicas para criar ambientes que respondam ao conforto e ao bem-
estar humanos. No entanto, devem existir metodos de quantificacao
que demonstrem a eficacia e a eficiencia das solucoes adoptadas,
Essas solucoes devem estar associadas a estrategias especificas que
dependam dos ocupantes, das actividades e do programa. Os factores
seguintes podem ser uteis na consideracao de diferentes escalas e
questoes, desta forma facilitando a capacidade dos ocupantes para
modificar e interagir com a qualidade do ar dos espacos interiores e
com o ambiente termico, luminoso e acustico
Deste modo, dado o tempo de presenca dos seres humanos no
edificado, cerca de 90% do seu tempo, importa assegurar, ao nfvel do
ambiente interior, uma adequada qualidade do ar interior, do conforto
termico, da luz natural, do ambiente acustico e da capacidade de
controlo para os utentes, assim como dos factores de conforto e de
habitabilidade.
As vivencias socioeconomicas sao aspectos que relacionam
directamente a sociedade com o espaco em que se estas se situam,
Dos varios aspectos sociais e economicos que compoem esta
nteraccao fazem parte: a acessibilidade e a mobilidade, que abrangem
o tipo e a facilidade de movimentos e deslocacoes realizados pela
populacao; os custos no ciclo de vida, que estabelecem uma relacao
mais adequada entre o preco e a qualidade; a qualidade e o tipo de
amenidades que compoem o espaco e que tern influencia na qualidade
de vida da populacao; o tipo de interaccao social que se fomenta entre
a populacao; a diversidade economica que, tal como o nome indica,
abrange uma maior ou menor variedade de espacos com diferentes
tipos de funcoes e economia; e por fim, o controlo e a seguranca, que
garante uma maior ou menor seguranca da populacao e desta com o
espaco envolvente. Estes aspectos devem ser abordados de forma a
garantir crescentemente uma estrutura e vivenciasocioeconomica mais
versatil e eficiente para a qualidade de vida da populacao residente e
flutuante,
A efectivacao de urn uso sustentavel e a inovacao no edificado sao
contributos para o seu melhor desempenho e utilizacao, sendo
mportante fomentar a informacao ambiental e da utilizacao pelos
varios agentes, incluindo utentes, bem como a adopcao de formas de
gestao ambiental potencialmente certificaveis, que podem contribuir
para a consistencia da gestao dos empreendimentos e ate para a sua
melhoria contfnua.
Quadro 3 - Elementos do Programa Preliminar a considerar
Fase Objectivo geral
Vertente Questoes iniciais Que considerar na procura da sustentabilidade
Integragao local Esta prevista a valorizagao da dinamica local e promover uma adequada integragao? Promover uma adequada integragao dos empreendimentos abordando os efeitos inerentes a ocupagao do solo, as alteragoes ecologicas do territorio, a necessidade de valorizar o territorio e a rede ecologica, e a necessidade de valorizar a paisagem e o patrimonio.
Recursos Esta assumido o fomentar da eficiencia no uso dos recursos naturais? Promover a eficiencia no uso dos recursos naturais, com vista a redugao dos consumos e a eficiencia da utilizagao de recursos como a energia, a agua e os materiais, promovendo simultaneamente a produgao local de recursos alimentares.
Cargas ambientais Esta previsto o reduzir do impacte das cargas ambientais (quer em valor, quer em toxicidade)? Avaliar os impactes e fomentar a redugao das cargas geradas pelos ambientes construfdos e actividades associadas que decorrem, nomeadamente, das emissoes de efluentes Ifquidos, das emissoes atmosfericas, dos resfduos solidos e semi-solidos produzidos, das emissoes de rufdo no exterior e complementarmente da poluigao ilumino-termica.
Conforto ambiental Esta assegurada a qualidade do ambiente, focada no conforto ambiental? Desenvolver solugoes que permitam criar ambientes que respondam ao conforto e ao bem-estar dos seres humanos, facilitando a capacidade dos ocupantes para modificar e interagir com a qualidade do ar dos espagos interiores e com o ambiente termico, luminoso e acustico.
Vivencia socio--economica Assume-se fomentar as vivencias socioeconomicas sustentaveis? Fomentar as vivencias socioeconomicas sustentaveis, nomeadamente: facilitar a acessibilidade e a mobilidade; reduzir os custos no ciclo de vida; promover a variedade e a qualidade das amenidades locais; facilitar a interacgao social; apostar na diversidade economica; garantir o controlo e a seguranga das pessoas e de bens materiais.
Uso sustentavel Estao assumidas condigoes de boa utilizagao sustentavel? Abordar a gestao dos aspectos ambientais, quer atraves da disponibilizagao de informagao aos agentes envolvidos, quer atraves da introdugao de sistemas de gestao ambiental, quer atraves da inovagao de praticas, que explorem novas abordagens na procura da sustentabilidade.
Apresenta essencialmente
o documento elaborado
pelo promotor de um
empreendimento, no qual
sao apresentadas as
principals caractensticas
do projecto e as intengoes
para a sua elaboragao,
Neste capftulo
apresentam-se algumas
sugestoes que devem ser
consideradas na procura
da sustentabilidade dos
projectos, desde a genese
do projecto a elaborar
Como forma de avaliar
as consideragoes do
promotor e tambem
efectuada uma primeira
avaliagao segundo os
princfpios do Sistema
LiderA,
13
sfntese executiva
programa preliminar
Aplicacao aos projectos-modelo
Sao apresentadas as indicacoes relativas a elaboracao do Programa
Preliminar dos projectos-modelo de caracter habitacional designados
por "Quarteirao OCTO", "Ediffcio HEXA" e "Moradia Urbana", que se
pretende que venham a constituir uma mais-valia tanto para quern os
utiliza, como para o meio envolvente. Pretende-se que estes projectos-
modelo se destaquem relativamente a oferta no mercado, quer pela
relacao valor/condicoes de compra, quer pelo bom desempenho que
se ambiciona na vertente energetica e ambiental, entre outras,
Os projectos-modelo referidos tiveram na sua genese a necessidade
de conceber quarteiroes ou ediffcios de habitacao que evidenciassem
comportamentos superiores a pratica comum, em relacao as questoes
da sustentabilidade e, como foi referido anteriormente, que pudessem
ser facilmente replicaveis em meio urbano
Em sfntese, todas as orientacoes aqui referidas devem ser assumidas
no Programa Preliminar definido pelo promotor, o qual orienta os
desenvolvimentos subsequentes do projecto, assumindo quais os
princfpios de procura de sustentabilidade que podem ser considerados
e qual a reflexao para o nfvel de desempenho pretendido (classes do
LiderA).
Os projectos-modelo apresentados deverao localizar-se em meio
urbano, pelo que poderao ser adaptaveis a varias cidades portuguesas
como por exemplo, Almada, Aveiro, Barcelos, Beja, Braga, Faro,
Funchal, Lisboa, Louie, Obidos, Porto, Santarem, Serpa, Torres Vedras
entre outras. Os locais de implantacao dos modelos sugeridos sao
apenas indicativos, pelo que a insercao apresentada nao assume
compromissos ou contactos com os donos ou Promotores de tais
ocais.
3
licacao ao Quarteirao OCTO
,1:1
0 objecto do Programa Preliminar do Projecto OCTO consiste na
elaboracao de urn quarteirao constitufdo por ediffcios de habitacao
colectiva semelhantes e adaptados as diferentes orientacoes
solares, e cuja localizacao das construcoes no quarteirao formalizem
urn logradouro semi-publico, como o espacos de lazer para os seus
moradores. Os ediffcios, nos pisos superiores, serao apenas de uso
habitacional e destinados a familias de classe media, de jovens quadros
casados, sendo a tipologia T3 a que corresponde melhor a este modelo
Embora o Quarteirao OCTO tenha urn uso predominantemente
habitacional, ao nfvel do piso terreo os ediffcios vao englobar zonas
destinadas a actividade comercial ou empresarial. 0 piso terreo contera
ainda alguns espacos destinados ao usufruto do condomfnio, que
deverao ser zonas comuns e estrategicamente localizadas, de forma
a servir todo o conjunto de ediffcios do quarteirao. As zonas exteriores
do quarteirao devem formalizar-se em espacos verdes comuns de lazer
com a possibilidade de insercao de espacos destinados a producao
alimentar,
Relativamente a dimensao do lote do quarteirao e a area total de
construcao do edificado, os requisitos do promotor apontam para
uma area do lote entre os 8000 m2 e os 1 0000 m2 e uma area de
construcao entre 23000 m2 e os 26000 m2, para urn total de oito
ediffcios. Urn dos objectivos do promotor passa por promover uma boa
ntegracao das construcoes no local, definindo deste modo o numero
de pisos dos ediffcios que compoe o quarteirao, entre os 4 e os 8 pisos
acima do solo. Por fim, as areas verdes do quarteirao deverao ocupar
pelo menos 30% da area total do lote.
Do ponto de vista da sustentabilidade do quarteirao, aponta-se para
uma procura de custo eficiente nao so ao nfvel da concepcao mas
tambem de manutencao do produto, para uma salvaguarda a vida
comunitaria, promovendo as relacoes sociais de vizinhanca e uma
experiencia social enriquecedora, procurando-se ter uma classe de
certificacao, isto e entre C e A,
Figura 4 - Localizacao da zona a intetvir - Quarteirao OCTO
14
sihtese executiva
programa preliminar
3
icacao ao Ediffcio HEXA
3
licacao a Moradia Urbana
0 objectivo generico do Programa Preliminar referente ao Ediffcio
HEXA devera enquadrar urn conjunto de valencias tendo em conta o
programa pretendido pelo promotor, e consequentemente consagrar
espacos cuja a forma e a dimensao devem garantir o uso adequado
para as seguintes funcoes: habitacao com apartamentos T3 cujas
areas por fogo devem enquadrar-se entre 130 a 150 m2; uma zona
comercial ou empresarial para aluguer ou para renda do condomfnio:
estacionamento subterraneo com zonas destinadas a arrumos e areas
tecnicas e urn logradouro para uso de lazer dos moradores com zonas
verdes, nomeadamente zonas para producao alimentar,
Os apartamentos serao destinados a familias de classe media,
nomeadamente a urn mercado publico-alvo dejovens quadras casados
(familias constitufdas por dois adultos e duas criancas/adolescentes)
Em termos formais, o ediffcio devera apresentar uma forma rectangular
na qual devera estar garantido a profundidade de empena maxima
prevista pelo PDM local. Entende-se, que a area de implantacao do
ediffcio se devera situar entre os 300 e os 400 m2. A area bruta de
construcao decorrera do numero de pisos adoptados, que devera ter
entre 4 a 8 pisos acima do solo. Estima-se que o investimento total
ao nfvel do empreendimento pedido (para a construcao do quarteirao
de pelo menos 1 2 ediffcios) devera situar-se na ordem dos 33 a 40
milhoes de euros e o respectivo valor de venda seja entre dos 44 a 50
milhoes de euros
Do ponto de vista da sustentabilidade aponta-se para que a procura da
sustentabilidade seja eficiente, procurando-se ter uma classe passfvel
de certificacao, isto e entre C e A, ja que as indicacoes orcamentais
poderao limitar o emprego de solucoes mais exigentes.
0 Programa Preliminar da moradia unifamiliar urbana aponta para
determinados requisitos, relacionados com a funcao habitacional e
consequentemente, nos quais se destacam os seguintes espacos: tres
quartos, uma suite, uma zona comum de sala de estar/sala de jantar:
zonas de servicos (arrumos, garagem, instalacoes sanitarias, cozinha)
estacionamento para dois vefculos urn dos quais devem ser coberto
com acesso ao interior; uma zona exterior destinada a uso de lazer
dos moradores, que devera prever a possibilidade de insercao de uma
piscina e uma zona destinada a actividade de producao alimentar,
0 projecto da moradia urbana devera assentar no desenvolvimento
de urn ediffcio unifamiliar, de tipologia T4, destinado a familias de
classe media, media nomeadamente a urn mercado publico/alvo de
jovens quadros casados (familias constitufdas por dois adultos e duas
criancas/adolescentes). Segundo os objectivos do promotor a area de
mplantacao do ediffcio devera situar-se entre os 200 m2 e os 300
m2. A area bruta de construcao nao devera exceder os 450 m2, o que
podera implicar uma moradia com dois pisos. Relativamente as zonas
verdes estas devem ser pelo menos 40% da area do lote,
Tendo em vista a procura de urn produto significativamente
diferenciado, a estrategia sustentavel pretende uma solucao que
seja economicamente viavel, que garanta o conforto e o bem-estar
do utilizador com impactes ambientais reduzidos. Procura-se assim
uma classe passfvel A ou preferencialmente superior, assumindo as
mplicacoes orcamentais deste investimento.
Figura 5 - Localizacao da zona a intervir - Moradia Urbana
15
programa preliminar > principals aspectos aconsiderar
Integracao local
■ Adequada integragao dos empreendimentos no local;
■ Reduzir a ocupagao do solo;
■ Minimizar o impacte ecologico do territorio;
■ Valorizar o territorio e a rede ecologica;
■ Valorizar a paisagem e o patrimonio.
Recursos
■ Reduzir os consumos;
■ Eficiencia da utilizagao de recursos como a energia, a agua e os materiais;
■ Promover a produgao local de recursos alimentares.
Cargas ambientais
■ Reduzir as emissoes de efluentes Ifquidos;
■ Reduzir as emissoes atmosfericas;
■ Reduzir os resfduos solidos e semi-solidos produzidos;
■ Reduzir as emissoes de rufdo no exterior e complementarmente da
poluigao ilumino-termica.
Conforto ambiental
■ Aplicagao de solugoes que permitam criar ambientes que respondam ao conforto e
ao bem-estar dos seres humanos;
■ Facilitar a capacidade dos ocupantes para modificar e interagir com a qualidade do
ar dos espagos interiores e com o ambiente termico, luminoso e acustico.
Quarteirao OCTO
Quadra 4 - Requisites do Quarteirao OCTO
1:1
Empreendimento Quarteirao OCTO
Area do lote (m2) 8000-10000
Area bruta de construgao (m2) 23000-26000
N° de pisos a cima do solo 4-8
% das zonas verdes face a area total >30%
do lote
Edificio HEXA
Quadra 5 - Requisites do Ediffcio HEXA
Empreendimento Ediffcio HEXA
Area de implantagao (m2) 300-400
Area das fracgoes (m2) 130-150
N° de pisos a cima do solo 4-8
Prego de venda 1.300 €/m2
Prego de renda Moradia Urbana Quadra 6 - Requisites da Moradia Urbana Empreendimento 8.5 €/m2/mes D Moradia Urbana
Area de implantagao (m2) 200-300
Area bruta de construgao (m2) 130-150
N° de pisos a cima do solo 1-2
% das zonas verdes face a area total do lote >40%
B
Vivencia socioeconomica
■ Facilitar a acessibilidade e a mobilidade, promover a variedade e a qualidade das
amenidades locais e facilitar a interacgao social;
■ Apostar na diversidade economica;
■ Garantir o controlo e a seguranga das pessoas e de bens materiais;
■ Reduzir os custos no ciclo de vida.
* Existencia de transposes publicos nas imediagoes;
* Deslocagoes de baixo impacte favorecidas;
* Flexibilidade das habitagoes e dos espagos comuns;
* Diversidade das actividades econdmicas no prdprio empreendimento;
* Percentagem eievada dos ediffcios que interagem directamente com o espagopublico;
* Existencia de espagos de iazer e de encontro da popuiagao.
Uso sustentavel
■ Disponibilizar informagao relevante aos agentes envolvidos nas varias fases do ciclo
do ediffcio;
■ Fomentar a implementagao de sistemas de gestao ambiental, atraves da inovagao de
praticas, que explorem novas abordagens na procura da sustentabilidade.
Aplicagao ao tdmcio HtAA
* O ediffcio possuiri urn sistema de gestao ambiental certificada (Sistema LiderA);
* Existe a intengao de implementar elementos inovadores no ediffcio.
16
sfntese executiva
programa base
0.5 Programa Base
0 Programa Base (segundo a Portaria n° 701 -H/2008, de 29 de Julho;
Anexo I - artigo 1 °) define-se essencialmente como o primeiro ensaio
que o projectista faz da analise realizada as intencoes apresentadas
no Programa Preliminar, apresentando opcoes concretas de projecto,
Nesta fase do projecto e importante analisar as opcoes estrategicas
e de projecto efectuadas anteriormente, de forma a verificar a sua
compatibilidade com o Programa Base pretendido, quer ao nfvel da
afericao de custos (orcamento), quer ao nfvel da avaliacao estrategica
de procura da sustentabilidade, a qual deve respeitar os requisitos
estabelecidos no Programa Preliminar,
Neste caso, importa aferir se as propostas (solucoes) apresentadas
seguem as estrategias inicialmente delineadas e se estao de acordo
com os princfpios delineados para as areas do Sistema LiderA
(assegurando uma abrangencia generalizada e o caminho para a
sustentabilidade, que foi inicialmente definido e analisado no Programa
Preliminar)
No Programa Base o projectista deve ter em conta as caracterfsticas
do local (topografia, envolvente construfda) de forma a possibilitar
uma orientacao optimizada, uma boa integracao e deve permitir a
criacao de zonas exteriores permeaveis. Estes espacos vao influenciar
positivamente o conforto ambiental e as vivencias socioeconomicas
do empreendimento. No que diz respeito ao recursos, os princfpios
a seguir pelo LiderA consistem na gestao equilibrada do consumo
de agua, na criacao de uma estrategia energetica que englobe os
sistemas passivos da arquitectura bioclimatica e possibilite o eventual
emprego dos sistemas activos, na utilizacao sustentavel dos materials
tendo em conta o seu ciclo de via e a energia incorporada, e a insercao
do conceito de producao alimentar no empreendimento. Os princfpios
nerentes as cargas ambientais remetem para os requisitos definidos no
Programa Preliminar: existencia de urn local proprio para a deposicao
de resfduos com condicoes que apelem a sua separacao e valorizacao.
ao tratamento das aguas usadas e a recolha e eventual utilizacao das
aguas pluviais,
0 promotor ou Dono de Obra tern em especial atencao o bem-estar
dos utilizadores do ediffcio, pelo que mais uma vez deve ponderar
estrategicamente os princfpios base para o conforto ambiental da
construcao. Requisitos basicos como aventilacao natural e a iluminacao
natural devem estar inevitavelmente empregues no Programa
Preliminar. Ambos os ediffcios devem responder termicamente de
urn modo satisfatorio e, sem necessidade de recorrer a sistemas
mecanicos de aquecimento e refrigeracao. A acustica e outro factor
preponderante a ter em conta no desenvolvimento dos projectos,
Nesta fase de analise e importante analisar as opcoes estrategicas
e de projecto efectuadas anteriormente, de forma a avaliar a sua
compatibilidade com o programa pretendido, quer ao nfvel da afericao
de custos (orcamento), quer ao nfvel da avaliacao estrategica de
procura da sustentabilidade,
Neste caso, importa aferir se as propostas (solucoes) apresentadas
seguem as estrategias inicialmente delineadas e se estao de acordo
com as areas do Sistema LiderA (assegurando uma abrangencia
generalizada e o caminho para a sustentabilidade, que foi inicialmente
definido e analisado no Programa Preliminar). Para esta avaliacao e
aplicado o nfvel de avaliacao das areas do LiderA
Esta pre-avaliacao deve avaliar o projecto em estudo, de acordo com
uma classificacao das linhas de intervencao consideradas, em relacao
a sua abrangencia, relevancia e contributo,
Em resumo, o Programa Base deve interpretar os objectivos do
promotor e procurar encontrar a concretizacao e a viabilidade das
solucoes a adoptar. Assim, desde a primeira fase, os Projectistas
devem utilizar o Sistema LiderA de forma a atingir urn bom nfvel de
desempenho ambiental do projecto.
18
sihtese executiva
programa base
Quadro 7 - Elementos do Programa Base a considerar
Fase Objectivo geral Area
Area Questoes iniciais Que considerar na procura da sustentabilidade
Solo Considera-se princfpios de valorizagao territorial e valorizagao do espago? Promover a valorizagao territorial e valorizagao do espago, atraves da analise do estado, condicionantes e uso do solo a intervir e da optimizagao da permeabilidade do solo.
Ecossistemas naturais Esta assumida a valorizagao ecologica? Sera considerada a interligagao de habitats? Assumir a valorizagao dos habitats naturais existentes ou previstos, promover o aumento
Paisagem e patrimonio Sera assegurada a valorizagao da paisagem e do patrimonio? Fomentar a integragao paisagista na area circundante, tanto do edificado novo, como do ja
Energia Sera considerada a redugao dos consumos energeticos? Nomeadamente atraves de solugoes bioclimaticas? E complementada com o uso de renovaveis? Redugao dos consumos energeticos, atraves do incentivo a adopgao de solugoes bioclimaticas, do uso de energias renovaveis, da redugao dos consumos energeticos e verificagao dos valores da eficiencia no consumo e/ou da certificagao energetica
Agua Estao previstas medidas para uso racional da agua e potencialmente gestao das aguas locais? Potenciar o uso racional e a gestao local da agua, atraves da redugao do consumo de agua primaria proveniente da Rede Publica de Abastecimento, e fomento a gestao cuidada das aguas locais de escorrencia e aguas pluviais.
Materials Serao fomentados os materiais locais, baixo impacte e consideragoes sobre durabilidade? Fomentar a utilizagao de materiais locais, certificados ambientalmente, reciclados e/ou renovaveis e de baixo impacte, e promover a durabilidade das solugoes e dos materiais adoptados.
Produgao alimentar Estao equacionadas parte das areas necessarias para a produgao alimentar? Permitir e incentivar a produgao local de alimentos diversificados no edificado.
Efluentes Esta assumida a preocupagao para tratar os esgotos e potencialmente reaproveitar? Assegurar o tratamento local de efluentes e promover o seu potencial re ap rove i tarn en to, para usos secundarios de aqua que nao coloquem em risco a saude humana.
Emissoes atmosfericas Existe um esforgo para reduzir as emissoes atmosfericas, caso existam? partfculas e/ou substancias com potencial acidificante (emissao de outros poluentes: S02 e NOx).
Resfduos Esta assegurado o tratamento dos resfduos? E os esforgos para reduzir e valorizar os residuos? Assegurar o tratamento, redugao e valorizagao de resfduos, atraves da redugao da quantidade de resfduos produzidos nas fases de construgao, operagao e demoligao, da gestao de resfduos perigosos e promogao da valorizagao de resfduos.
Rufdo exterior Existe controlo sobre as fontes de rufdo? Controlar as fontes de rufdo, e identificar fontes de rufdo provenientes de fontes internas ou de fontes externas e reduzir os nfveis de rufdo produzido.
Poluigao ilumino-termica Os nfveis de iluminagao no exterior sao excessivos? Sao adequados? Reduzir os nfveis de poluigao ilumino-termica no exterior, quer pela redugao do efeito de ilha de calor, quer pela redugao da poluigao luminosa
Qualidade do ar Existe um bom nfvel de qualidade do ar? Fomentar a ventilagao natural, o seu tipo e incidencia por divisao, promover medidas com vista a redugao de COV's e de contaminagoes no ar interior.
Conforto termico Os nfveis de conforto de temperatura e humidade sao bons? Assegurar bons nfveis conforto, no interior, ao longo do ano, nomeadamente em termos de temperatura, humidade, e velocidade do ar.
Iluminagao e acustica Os nfveis de iluminagao e acustica sao adequados? Assegurar bons nfveis de iluminagao, para as diferentes areas e segundo a actividade desenvolvida, e evitar que o rufdo exceda os 35 dB(A) no interior dos ediffcios.
Acesso para todos Estao consideradas as possibilidades de transportes publicos e da sua redugao dos impactes? Promover o acesso a transportes publicos, assegurar e incentivar a mobilidade de baixo impacte e a acessibilidade a todos os cidadaos, utilizadores ou residentes.
Diversidade economica Esta considerada a logica de dinamica local e de fomento de trabalho local? Fomentar a flexibilidade dos espagos, criar condigoes para potenciar e incentivar as actividades economicas locais, e criar condigoes para gerar novos empregos no local.
Amenidades e interacgao social Existe o acesso a espagos naturais e a lojas de primeira necessidade? Garantir o acesso a amenidades humanas ou naturais nas proximidades ou na propria area de intervengao, e promover a integragao e garantir a acessibilidade da comunidade ao empreendimento.
Participagao e controlo Existe a capacidade de controlar as condigoes de conforto? E de seguranga? Esta prevista a participagao das populagoes e agentes locais? Criar condigoes e implementar medidas que permitam uma boa interacgao com a comunidade e uma participagao publica activa, adequar as intervengoes aos riscos naturais existentes, evitar os riscos inerentes as solugoes arquitectonicas adoptadas, e aplicar medidas de controlo e inibigao dacriminalidade e vandalismo.
Custos no ciclo de vida Foi analisado e considerado os custos no ciclo de vida? Existem solugoes com baixo custo de manutengao? Considerar os custos no ciclo de vida, atraves do fomento de uma boa relagao custo/ qualidade da intervengao, operagao e manutengao.
Gestao ambiental Estao previstas formas facilitadas de utilizar, gerir e manter de forma sustentavel os ambientes construfdos e equipamentos? Incentivar a disponibilizagao de informagoes relativas ao modo de funcionamento e gestao do edificado que sao disponibilizadas aos ocupantes do ediffcio e responsaveis da manutengao, e a existencia de algum tipo de monitorizagao ambiental.
Inovagao Estao previstos modos de inovagao para a sustentabilidade? Promover inovagoes estruturais ou pontuais que tenham uma contribuigao efectiva para a melhoria do desempenho ambiental do edificado.
Apresenta o
primeiro ensaio
do projectista
como resposta
as intengoes
apresentadas
no Programa
Preliminar,
apresentando
opgoes concretas
de projecto.
A abordagem
sugerida para a
sua concretizagao
assenta nas
seguintes etapas:
■ contornos
que podem
ser adoptados
no programa
apresentado que
sejam compatfveis
com os requisitos
de ordenamento
do territorio e
outros:
■ programagao
e efectivagao
dos estudos
necessarios:
■ alternativas de
solugoes que se
podem adoptar:
■ solugao final
seleccionada:
■ qual o
posicionamento
para suportar
a solugao
seleccionada -
analise segundo
as areas do
Sistema LiderA:
■ e quais os
desenvolvimentos
futuros.
19
sihtese executiva
programa base
Fiqura 8 - Planta de cobertura
j:i
Aplicagao ao Quarteirao OCTO
0 Quarteirao OCTO podera ser considerado como solugao passivel
de ser construida convencionalmente, no entanto, tende a incorporar
sistemas e solugoes pontuais, de forma a responder ao desempenho
ambiental desejado, alargando a procura da sustentabilidade a escala
do quarteirao.
Este projecto, enquadra a elaboragao de edificios de habitagao
colectiva, semelhantes, adaptados as diferentes orientagoes solares,
agrupados por um logradouro semi-publico, que funciona como espago
de lazer dos moradores. No piso terreo, este projecto englobara zonas
destinadas a actividades terciarias e zonas destinadas a actividades
relacionadas com o quotidiano do condomihio (salas multiusos,
arrumos, etc).
A arquitectura e o processo construtivo dos edificios do quarteirao,
foram pensados para optimizar a implantagao e a orientagao solar
dos mesmos, desenvolvendo solugoes de fenestragao selectiva e
aproveitando o potencial solar local, atraves do recurso a fontes de
energia renovavel. Paralelamente, existe ainda a possibilidade dos
edificios serem alterados, para atingirem niveis de desempenho
ambiental e de sustentabilidade crescentes, ajustados ao mercado ou
ao potencial ambiental pretendido.
[ver Quadro 7]
A avaliagao efectuada ao Programa Base, permite concluir que o
Quarteirao OCTO assume ja nesta fase Preocupagoes Alargadas, no
que diz respeito a procura da sustentabilidade integrada. Deste modo,
a avaliagao realizada permitiu analisar as estrategias e pressupostos
assumidos nesta fase, como resposta ao programa preliminar.
Quadro 8 - Avaliagao de areas - Posicionamento na Avaliagao estrategica - Quarteirao OCTO
classificacao obtida valor
Preocupagoes Alargadas [24a36[
Figura 9 - Algado nascente
I n rrm n n rnn n II nTr
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Figura 1 0 - Algado sul
20
sihtese executiva
programa base
3
icacao ao Ediffcio HEXA
3
licacao a Moradia Urbana
0 Ediffcio HEXA pode ser considerado uma solucao convencional
essencialmente a nfvel do processo construtivo proposto (betao
e alvenaria), mas tende tambem a incorporar sistemas e solucoes
pontuais, de forma a responder ao desempenho ambiental desejado
A sua arquitectura e processo construtivo, devem permitir ainda a
possibilidade do ediffcio poderser replicado no quarteirao, podendo os
mesmos tambem serem alterados, para atingir nfveis de desempenho
ambiental e sustentabilidade crescentes, ajustados ao mercado
pretendido
[ver Quadro 7]
A avaliacao efectuada ao Programa Base, permitiu-nos concluir que
o Ediffcio HEXA assume ja nesta fase Preocupacoes Alargadas, no
que diz respeito a procura da sustentabilidade integrada. Deste modo,
a avaliacao realizada permitiu analisar as estrategias e pressupostos
assumidos pelos Projectistas, como resposta ao programa preliminar
definido pelo promotor,
Quadro 9 - Avaliacao de areas - Posicionamento na Avaliacao estrategica - Ediffcio HEXA
classificacao obtida
Preocupagoes Alargadas
valor
[24a36[
A Moradia Urbana, tal como o ediffcio HEXA, pode ser considerada uma
solucao convencional essencialmente a nfvel do processo construtivo
proposto (betao e alvenaria), mas tende tambem a incorporar sistemas
e solucoes pontuais de forma a responder ao desempenho ambiental
desejado
A avaliacao efectuada ao Programa Base, em estudo, permitiu-nos
concluir que o ediffcio da moradia assume, como resposta ao Programa
Preliminar apresentado pelo promotor, tal como o ediffcio HEXA,
Preocupacoes Alargadas nesta fase, no que diz respeito a procura da
sustentabilidade integrada,
Este ediffcio unifamiliar podera contribuir para uma procura mais
alargada da sustentabilidade. Esta avaliacao, tambem nos permite
concluir que o projecto proposto ira contribuir positivamente para o
quotidiano da comunidade em que se insere.
Quadro 10 - Avaliacao de areas - Posicionamento na Avaliacao estrategica - Moradia Urbana
classificacao obtida valor
Preocupagoes Alargadas
[24a36[
Figura 11 - Planta esquematica - Orientacao Solar
| nascente-poente orientacoes intermedias ^|sul-norte
Figura 13 - Planta de implantacao da Moradia proposta
TTT
TTT
Figura 12 - Algado sul
Figura 14 - Planta de Cobertura
21
programa Dase > principals aspectos a considerar
Quarteirao OCTO
Paisagem e patrimonio
■ Fomentar a integragao paisagista;
■ Preservar o edificado com valor local, regional, nacic
ceas, a as cores e a manutenca
quitectdnico semelhantes aos utilizados na envolvente.
Energia
■ Adoptar de solugoes bioclimaticas na arquitectura;
■ Utilizar energias renovaveis;
■ Verificar os valores da eficiencia no consume
entacao solar optimizada e vao.
envidracados correctamente dimensionados e sombreados. Estao previstos locai.
para a instalacao de sistemas AQS5 e fotovoltaicos, assim como uma estrategia de
luminacao exterior comum onde se propoe a utilizacao de feds.
Agua
■ Potenciar o uso racional e a gestao local da agua;
■ Reduzir o consumo de agua primaria proveniente da Rede Publica;
■ Fomentar a gestao das aguas locais de escorrencia e aguas pluviais
Materials
■ Fomentar a utilizagao de materials locais, certificados, reciclados ou de baixo
impacte;
■ Promover a durabilidade das solugoes e dos materials adoptado:
Produgao alimentar
■ Permitir e incentivar a produgao local de alimentos.
as destinadas a produc.
alimentar vegetal, mais especificamente na cobertura dos ediffcios e no logra
Efluentes
■ Assegurar o tratamento local de efluentes;
■ Promover o potencial reaproveitamento das aguas tratadas para usos secundarios
de agua.
o tratamento de kguas r isiduai. , existindo
nos sanitirios e re gade ja rdins.
Emissoes atmosfericas
■ Eliminar ou diminuir os sistemas que funcionem com combustao;
■ Eliminar ou diminuir os sistemas que emitam substancias com potencial
acidificante.
uuaneirao uu/u. /vao exisiem meaiaas ou inrormacoes especmc.
uma producao de emissoes atmosfericas em excesso.
Residuos
■ Assegurar o tratamento e a redugao dos resfduos;
■ Promover a valorizagao dos resfduos;
■ Promover uma gestao de resfduos perig
Ruido exterior
■ Reduzir as fontes de rufdo (evitar equipamentos ruidosos ou escolher equipamentos
com potencia sonora reduzida)
■ Localizar os equipamentos em zonas de menor proximidade e incluir isolamentos
nas zonas onde se localizam
■ Assegurar bons isolamentos acusticos (em locais mais sensfveis)
HEXA: Os equipamentos prodi
s e isolados de zonas mais sensfveis.
—
n
-igura 17 - Tratamento das aguas na cave
principals aspectos a considerar < programa base
Moradia Urbana
Polui?ao ilumino-termica
■ Reduzir os nfveis de poluigao ilumino-termica t
Figura 18 - Pavimentos permeaveis
sto estacionamento subterranao e
elacao adequada entre ediffcios do
m as construcoes envolventes, que permite a circulacao de ar.
Qualidade do ar
■ Fomentar a ventilagao natural;
■ Promover medidas com vista a redugao de COV's.
Conforto termico
■ Assegurar bons nfveis conforto, no interior (temperatura, humidade, e velocidade
do ar).
Iluminacao e acustica
■ Assegurar bons nfveis de iluminagao, segundo a actividade desenvolvida;
■ Evitar que o rufdo exceda os 35 dB (A) no interior dos ediffcios.
Acesso para todos
■ Promover o acesso a transportes publicos;
■ Assegurar e incentivar a mobilidade de baixo impacte e a acessibilidade a todos os
cidadaos.
Aplicacao ao Quarteirao OCTO: Esta assegurada a existencia de transportes
publicos nas imediacoes; passeios com dimensoes corrextas e a possibilidade
de ciclovias nas proximidades do ediffcio; estao previstos locals de parqueamento
bicicletas +, lugares de garagem para pessoas com mobilidade reduzida,
is, rampas no iogradouro, etc.
Diversidade economica
■ Fomentar a flexibilidade dos espagos;
■ Potenciar e incentivar as actividades economicas locais;
■ Criar condigoes para gerar novos empregos no local.
Amenidades e interaccao social
■ Garantir o acesso a amenidades humanas ou naturais;
■ Garantir a acessibilidade da comunidade ao empreendimento.
1 m. Existem
ola e clfnica
Participagao e controlo
■ Promover uma boa interacgao com a comunidade;
■ Evitar os riscos inerentes as solugoes arquitectonicas adoptadas;
■ Aplicar medidas de controlo e inibigao da criminalidade.
\pncacao ao uuarteirao uuiu: rossioiiiaacte de controlar os sistemas de
iluminacao e de rega exteriores no quarteirao, de controlar as condicoes de conforto
no interior e exterior dos ediffcios; esta prevista a seguranca contra riscos naturais
e o desenho do quarteirao e do Iogradouro preve espacos bem integrados no
horizonte mais alargado da comunidade como forma de prever a criminalidade.
Custos no ciclo de vida
■ Considerar os custos no ciclo de vida;
■ Fomentar a boa relagao custo €
Gestao ambiental
■ Incentivar a disponibilizagao de informagoes relativas ao modo de funcionamento e
gestao do edificado;
■ Promover a monitorizagao ambiental.
quarteirao possui um sistema de gestao
ambiental certificado (Sistema LiderA)
Inovagao
■ Promover inovagoes estruturais ou pontuais que tenham uma contribuigao efectiva
a melhoria do desempenho ambiental do edificado.
aozenitale ventil
Sis fotovoltaicos.
tio central.
harmoniosa
Figura 20 - Climatizagao por geotermia
sfntese executiva
projecto base (projecto de licenciamento)
0.6 Projecto Base (Projecto de Licenciamento)
0 Sistema LiderA tern como objectivo principal apontar as orientacoes
que permitam facilitar a tomada de decisao das entidades envolvidas
nos projectos a licenciar, de acordo com uma perspectiva de procura
da sustentabilidade,
Desta forma, pretende-se que este manual providencie urn contributo
alargado aos conceitos e aos factores importantes que permitem, de
uma forma global, obter urn projecto sustentavel, enquadrado num
processo de licenciamento municipal de obras de edificacao,
Nestafasesaoapresentadosos documentos a entregar, acompanhados
da respectiva abordagem ponderada da sustentabilidade, na
perspectiva do Sistema LiderA. Esta abordagem integrada pretende
abordar as possibilidades inerentes a procura da sustentabilidade dos
ediffcios, com base no processo de licenciamento dos mesmos e nas
pecas a entregar (segundo a Portaria n° 701 -H/2008 de 29 de Julho)
0 processo de Licenciamento abrange diversas fases de projecto e
como desafio principal ambiciona-se que estas fases sejam tambem
alvo de uma verificacao relativamente ao seu desempenho ambiental e
social, ou seja, ao seu nfvel de sustentabilidade,
0 LiderA, sistema de avaliacao da sustentabilidade, tern nesta
abordagem urn papel importante, uma vez que funciona como
nstrumento auxiliador que vai evidenciando, em cada passo do
processo de licenciamento, as questoes de desempenho mais
relevantes a ter em consideracao na elaboracao dos projectos. Neste
contexto, e utilizado o , como guia e ponto de partida para a analise,
monitorizacao e avaliacao das medidas de procura da sustentabilidade,
a apresentar no respectivo processo,
Qualquer projecto deve estar sempre de acordo com a legislacao em
vigor aplicavel e com os instrumentos de gestao territorial do municfpio
a que pertence.
Para o efeito, sao referenciados os documentos a entregar segundo o
processo de licenciamento, acompanhados da respectiva abordagem
ponderada numa procura da sustentabilidade, na perspectiva do
Sistema LiderA. Esta abordagem integrada pretende abordar as
possibilidades inerentes a procura da sustentabilidade dos edificios
com base no processo de licenciamento dos mesmos e nas pecas a
entregar,
Nas pecas a entregar, foram realizadas aplicacoes referentes aos
projectos-modelo, para todas as alfneas, pela mesma ordem em que se
encontram dispostas na Portaria n° 232/2008, de 1 1 de Marco,
Na referida portaria e indicado que o projecto de arquitectura deve
confer, no mfnimo, os seguintes elementos5:
a) Planta de implantacao desenhada sobre levantamento topografico
a escala de 1:200 ou superior, incluindo o arruamento de acesso, com
ndicacao das dimensoes e area do terreno, areas impermeabilizadas
e respectivo material
b) Plantas a escala de 1:50 ou de 1:100 contendo as dimensoes e
areas e usos de todos os compartimentos, bem como a representacao
do mobiliario fixo e equipamento sanitario
c) Alcados a escala de 1:50 ou de 1:100 com a indicacao das cores
e dos materiais dos elementos que constituem as fachadas e a
cobertura, bem como as construcoes adjacentes, quando existam
d) Cortes longitudinais e transversais a escala de 1:50 ou de 1:100
abrangendo o terreno, com indicacao do pertil existente e o proposto,
bem como das cotas dos diversos pisos
e) Pormenores de construcao, a escala adequada, esclarecendo a
solucao construtiva adoptada para as paredes exteriores do ediffcio
e sua articulacao com a cobertura, vaos de iluminacao/ventilacao e
de acesso, bem como o pavimento exterior envolvente
f) Discriminacao das partes do ediffcio correspondentes as varias
fraccoes e partes comuns, valor relativo de cada fraccao, expressa
em percentagem ou permilagem, do valor total do predio, caso se
pretenda que o ediffcio fique sujeito ao regime da propriedade
horizontal
Para alem da lista de documentos mencionados, poderao existir outras
pecas suplementares, propostas pela equipa do LiderA, baseadas em
esquemas e pormenores que servirao para uma melhor percepcao do
projecto ao nfvel de solucoes construtivas e ambientais,
[ver Figuras 21 a 28]
A acompanhar cada projecto deverao ser entregues no municfpio
urn Formulario de Licenciamento adequado ao tipo de projecto a
desenvolver; uma Memoria Descritiva do empreendimento6, onde estao
especificadas as principals medidas tomadas ao nfvel do edificado
proposto, de forma a proceder a sua caracterizacao de uma maneira
mais detalhada que no Anteprojecto; os projectos da Engenharia
de Especialidades7 onde devem ser evidentes quais as medidas
adoptadas para promover uma integracao sustentavel dos sistemas,
equipamentos e tecnicas utilizadas para a construcao do ediffcio ou
conjunto edificado,
Os Engenheiros de especialidades terao urn papel preponderante
na procura da sustentabilidade do empreendimento, de forma a
reduzir os custos no ciclo de vida e minimizar os impactes ambientais,
maximizando a eficiencia dos sistemas,
Resumindo, o Projecto de Licenciamento devera efectuar a escolha
das solucoes atraves de urn balanco equilibrado entre o pretendido
pelo promotor e os nfveis de sustentabilidade a serem considerados,
Os documentos e elementos necessarios para o Projecto de
Licenciamento devem estar implfcitos nas memorias descritivas e
explfcitos nas pecas desenhadas, quando entregues as entidades
competentes destinadas a sua analise. Existe urn conjunto de pecas
desenhadas que os Projectistas deverao ter em consideracao e
poderao existir outras pecas suplementares baseadas em esquemas
propostas para uma melhor percepcao do projecto ao nfvel das
solucoes construtivas e ambientais,
Seguidamente, sao descritos os elementos do Projecto Base a
considerar.
Figura21 - Planta do Piso Terreo do Quarteirao OCTO
5 Artigo 11 ° Licenciamento de obras de edificacao na alfnea f) do n.° 1
3 Memoria descritiva e justificativa devera ser instruida nos termos do n° 4, do Artigo 11 ° da Portaria n° 232/08 de 11 de Marco,
7Alfnea m), do ponto 1, do artigo 1 1°, da portaria n°. 232/2008, de 11 de Marco,
24
sihtese executiva
projecto base (projecto de licenciamento)
sihtese executiva
projecto base (projecto de licenciamento)
Quadro 11 - Elementos do Projecto Base a considerar
Criterios Questoes iniciais Que considerar na procura da sustentabilidade
Valorizagao territorial Consideram-se princfpios de valorizagao territorial? Analisar o estado e o uso do solo a intervir, promovendo a valorizagao territorial, e respeitar as restrigoes do PDM.
Optimizagao ambiental da implantagao Consideram-se princfpios de valorizagao do espago e uso do solo? Alcangar a maior percentagem de area permeavel, do solo face ao total do lote, possfvel.
Valorizagao ecologica Esta assumida a valorizagao ecologica? Preservar as especies animais ou plantas considerados importantes, sensfveis ou com valor local, e aumentar os habitats considerados importantes, sensfveis ou com valor para
Interligagao de habitats Sera considerada a interligagao de habitats? Promover a continuidade daestruturaverde nas zonas envolventes, atraves das coberturas, fachadas verdes, arborizagao nas ruas, zonas verdes, de modo a favorecer a interligagao de habitats, evitar a existencia de barreiras/obstaculos fisicos entre habitats ou no mesmo habitat, e colocar estruturas (tocas, ninhos, etc.) que favoregam o desenvolvimento de especies.
Integragao paisagistica Sera assegurada a valorizagao da paisagem local? Fomentar a integragao paisagista na area circundante, tanto do edificado novo, como do ja existente, ao nfvel das cores, dos materiais, da volumetria, do estilo arquitectonico e da altura das cerceas.
Protecgao e valorizagao do patrimonio Sera assegurada a valorizagao e protecgao do patrimonio? Preservar o edificado com valor, e valorizar a forma do ediffcio com o patrimonio envolvente (construfdo), e adequagao do uso ao tipo de ambiente.
Eficiencia no consumo Qual e a eficiencia no consumo prevista? Reduzir os consumos energeticos, atraves da monitorizagao dos consumos de energia e verificagao dos valores da eficiencia no consumo e/ou da certificagao energetica.
Desenho passivo Sera considerada a redugao dos consumos energeticos atraves da aplicagao de solugoes bioclimaticas? Adoptar praticas bioclimaticas e de desempenho solar passivo, para o Verao e Inverno, ao nfvel da orientagao solar, do factor de forma, dos isolamentos, da massa termica da estrutura, do dimensionamento dos vaos, do sombreamento, do tipo de vidro e caixilharia utilizada, daventilagao natural, e sistemas passivos.
Intensidade em carbono Sera considerada a redugao dos consumos energeticos atraves do uso de fontes de energia renovavel? Redugao do nfvel de emissoes de C02 a partir de fontes de energia renovaveis e quantidade de energia produzida no total.
Consumo de agua (potavel) Estao previstas medidas para uso racional da agua? Reduzir o consumo de agua primaria proveniente da rede de abastecimento publica definindo os consumos de agua potavel, atraves da redugao dos consumos provenientes de furo, da rede publica, ou da extracgao de urn corpo de agua superficial, utilizando os contadores publicos ou proprios ou procedendo a simulagoes que estimem esses consumos.
Gestao das aguas locais Estao previstas medidas para a gestao das aguas locais? Fomentar a gestao das aguas locais, nomeadamente as escorrencias locais antes e apos a intervengao, elaborar uma lista das medidas implementadas com vista a redugao das escorrencias e assegurar uma gestao eficaz das aguas locais.
Durabilidade Esta prevista a utilizagao e adopgao de solugoes duraveis? Promover a durabilidade dos factores mais relevantes na construgao: estrutura, canalizagoes, acabamentos e equipamentos comuns, em media (elevadores, instalagao electrica, sensores interiores e exteriores painel solar fotovoltaico tratamento de efluentes, caldeira, etc).
Materiais locais Esta prevista a utilizagao de materiais locais? Utilizagao de materiais provenientes/produzidos a menos de 100 km do local de i n te rve n gao
Materiais de baixo impacte Esta prevista a utilizagao de materiais de baixo impacte? Utilizagao de materiais certificados ambientalmente, reciclados e/ou renovaveis e de baixo impacte, sendo que se devem evitar (por serem perigosos) materiais que contenham os seguintes compostos: chumbo, amianto, arsenico, cadmio, mercurio, sulfato, benzeno, solventes dorados, outras substancias perigosas (por exemplo: PCB - bifenilos policlorados -, formaldefdo, cromio, creosote, resinas fenolicas, entre outros).
Produgao local de alimentos Estao equacionadas parte das areas necessarias para a produgao alimentar? Permitir e incentivar a produgao local de alimentos diversificados no edificado, quer sejam de origem animal, quer sejam de origem vegetal.
Tratamento das aguas residuais Esta assumida a preocupagao para tratar os esgotos localmente? Promover o tratamento de aguas, efectuado no local, reduzindo a percentagem de tratamento.
Caudal de reutilizagao de aguas usadas Esta assumido o potencial reaproveitamento de efluentes? Utilizagao de agua reutilizada para rega de zonas verdes e outras areas exteriores, humana, bem como outros associados a estrutura ecologica (animais, vegetagao).
Caudal de emissoes atmosfericas Existe urn esforgo para reduzir o caudal de emissoes atmosfericas? Eliminagao ou diminuigao dos equipamentos que funcionem com combustao e/ou emitam partfculas e/ou substancias com potencial acidificante (emissao de outros poluentes: S02 e NO ), como fogoes, esquentadores, caldeiras, fumo de tabaco, transposes, partfculas trazidas nos pes e carpetes, vefculos estacionados no interior.
Produgao de resfduos Esta assegurado urn esforgo para reduzir a produgao de resfduos? Reduzir a quantidade de resfduos de construgao produzidos, reduzir a produgao de resfduos solidos, por exemplo resfduos solidos urbanos, incluindo a compostagem de resfduos organicos, e reduzir a quantidade de resfduos produzidos na fase de demoligao.
Gestao de resfduos perigosos Esta assegurada a gestao adequada de resfduos perigosos? Reduzir e gerir os resfduos perigosos produzidos e utilizados e os materiais e produtos que os originam, promovendo as medidas aplicadas com vista a sua redugao, eliminagao, gestao e deposigao final adequada
Valorizagao de resfduos Esta assegurada a valorizagao de resfduos? Aumentar a quantidade de resfduos valorizados ou reciclados no ediffcio, promovendo uma separagao selectiva de resfduos, e se possfvel uma reciclagem imediata e local.
Fontes de rufdo para o exterior Existe controlo sobre as fontes de rufdo para o exterior? Identificar fontes de rufdo provenientes de fontes internas (para ediffcios ou reabilitagao) ou de fontes externas (para comunidades ou espago publico) (para a fase de operagao) e reduzir os nfveis de rufdo produzidos.
No Projecto Base
apontam-se as
orientagoes,
que permitam
facilitar a tomada
de decisao
das entidades
envolvidas nos
projectos a
licenciar, de
acordo com
uma perspectiva
de procura da
sustentabilidade.
Para o efeito,
e apresentada
uma lista de
documentos a
entregar, que e
acompanhada
da respectiva
abordagem
ponderada da
sustentabilidade,
na perspectiva do
Sistema LiderA.
Esta abordagem
integrada
pretende abordar
as possibilidades
inerentes a
procura da
sustentabilidade
dos ediffcios, com
base no processo
de licenciamento
dos mesmos
e nas pegas a
entregar.
26
sihtese executiva
projecto base (projecto de licenciamento)
Quadro 11 - Elementos do Projecto Base a considerar (continuagao)
Criterio Questoes iniciais Que considerar na procura da sustentabilidade
Poluigao ilumino-termica Os nfveis de iluminagao e o efeito de ilha de calor no exterior sao excessivos? Sao adequados? Reduzir os nfveis de poluigao ilumino-termica no exterior, quer pela redugao do efeito de ilha de calor, quer pela redugao da poluigao luminosa
Nfveis de qualidade do ar Existe um bom nfvel de qualidade do ar? Fomentar a ventilagao natural, o seu tipo e incidencia por divisao; Promover medidas implementadas com vista a redugao de COV's (se existirem materiais, carpetes, isolantes entre outros, que poderao ser fontes de COV) e redugao de contaminagoes no ar interior (micro-contaminagoes).
Conforto termico Os nfveis de conforto de temperatura e humidade sao bons? Assegurar a execugao de solugoes construtivas que assegurem bons nfveis de conforto, nomeadamente nos nfveis de temperatura (°C), humidade (em %), e velocidade do ar (m/s) que se registam no interior, ao longo do ano.
Nfveis de iluminagao Estao assegurados nfveis de iluminagao adequados? Tirar maior partido da iluminagao natural atraves da arquitectura dos espagos (organizagao, forma, dimensao dos vaos, materiais, etc.), e optar por sistemas de iluminagao eficazes (lampadas eficientes, correcta colocagao das luminarias, possibilidade de controlar os nfveis de iluminagao).
Conforto sonoro Estao assegurados nfveis de rufdo adequados? Evitar que os nfveis de rufdo excedam os 35 dB(A) no interior dos ediffcios, durante as 24 horas do dia.
Acesso aos transportes publicos Estao consideradas as possibilidades de transportes publicos? Garantir o acesso a transportes publicos ou a criagao de acesso a nos de transportes publicos, ou em casos especfficos a criagao de mecanismos de transporte publicos proprios.
Mobilidade de baixo impacte Estao consideradas as possibilidades 1 i -1 ■ i i i i ■ j. n de mobilidade de baixo impacte? Promover solugoes de mobilidade de baixo impacte passfveis de serem implementadas, utilizagao de vefculos em poolshare, entre outros.
Solugoes inclusivas Esta garantida a acessibilidade a todos? Reduzir os locais com potenciais problemas de acessibilidade e movimentagao e quer no exterior do edificado.
Flexibilidade -adaptabilidade aos usos Esta prevista a flexibilidade dos espagos? Fomentar a flexibilidade dos espagos, nomeadamente atraves da existencia de areas
Dinamica economica Esta considerada a logica de dinamica local? Criar condigoes para potenciar e incentivar as actividades economicas locais, reduzir as desigualdades sociais ao nfvel local, identificando e adaptando solugoes com vista a sua resolugao, e fomentar a fixagao de actividades economicas relevantes para o desenvolvimento da zona.
Trabalho local Esta considerado o fomento de trabalho local? Criar condigoes para gerar novos empregos no edificado e/ou existencia de postos de trabalho na envolvente do mesmo (ate 1000m) que possam contribuir para a integragao social das pessoas que residam nesse ediffcio.
Amenidades locais Existem amenidades naturais e 1 1 J. O K 1 J. Cl humanas na envolvente? No projecto? Quantificar as amenidades naturais e humanas existentes na envolvente do bairro (raio percurso que possa ser facilmente percorrfvel a pe.
Interacgao com a comunidade Considerou-se a interacgao com a comunidade? Fomentar as intervengoes que permitam a integragao e acessibilidade da comunidade ao empreendimento: tornar possfvel que nao residentes do ediffcio possam usufruir dos
Capacidade de controlo Existe a capacidade de controlar as condigoes de conforto? Aumentar a controlabilidade ao nfvel de conforto para a temperatura, humidade, ventilagao, sombreamento e iluminagao, procurando solugoes que possam abranger todas essas areas e que promovam a interacgao entre as mesmas, resultando num melhor comportamento do conjunto edificado.
Condigoes de participagao e govern ancia Esta prevista a participagao das populagoes e agentes locais? Criar condigoes e implementar medidas que permitam uma boa interacgao com a comunidade, e que essa mesma comunidade (nomeadamente a residente) tenha influencia nas tomadas de decisao relativamente a gestao do edificado.
Controlo de riscos naturais (safety) Existe a capacidade de controlar as condigoes de seguranga (Safety)? Adequar a intervengao aos riscos naturais existentes e evitar os riscos inerentes as solugoes arquitectonicas adoptadas, evitando a construgao ou aplicagao de elementos potencialmente perigosos, ou que nao sejam suficientes para evitar ou inibir as consequencias de ameagas naturais.
Controlo das ameagas humanas (security) Existe a capacidade de controlar as condigoes de seguranga (Security)? Aplicar medidas de controlo e inibigao da criminalidade e vandalismo em duas vertentes distintas mas complementares, organizadas em areas referentes a iluminagao, vigilancia, permeabilidade do espago e campos de visao nesse mesmo espago.
Custos no ciclo de vida Foi analisado e considerado os custos no ciclo de vida? Existem solugoes com baixo custo de manutengao? Fomentar uma boa relagao custo/qualidade dos materiais, equipamentos, sistemas, elementos existentes no edificio.
Condigoes de utilizagao ambiental Estao previstas formas facilitadas de utilizar, gerir e manter de forma sustentavel os ambientes construfdos? Promover a divulgagao de informagoes relativamente ao modo de funcionamento e gestao do edificado que sao disponibilizadas aos ocupantes do ediffcio e responsaveis pela manutengao.
Sistema de gestao ambiental Esta previsto algum tipo de certificagao ambiental? Promover a existencia de algum tipo de monitorizagao ambiental: SGA (sistema de gestao ambiental) e outras certificagoes.
Inovagoes Estao previstas modos de inovagao para a sustentabilidade? Sistematizar e analisar as inovagoes estruturais ou pontuais que tenham uma contribuigao efectiva e eficaz para um ou mais criterios de avaliagao, contribuindo eficazmente para a melhoria do desempenho ambiental do ediffcio, com possibilidade de afectar tambem a area de incidencia
No Projecto Base
apontam-se as
orientagoes,
que permitam
facilitar a tomada
de decisao
das entidades
envolvidas nos
projectos a
licenciar, de
acordo com
uma perspectiva
de procura da
sustentabilidade.
Para o efeito,
e apresentada
uma lista de
documentos a
entregar, que e
acompanhada
da respectiva
abordagem
ponderada da
sustentabilidade,
na perspectiva do
Sistema LiderA,
Esta abordagem
integrada
pretende abordar
as possibilidades
inerentes a
procura da
sustentabilidade
dos ediffcios, com
base no processo
de licenciamento
dos mesmos
e nas pegas a
entregar,
27
projecto base (projecto de licenciamento) > principals aspectos a considerar
Projecto Base > Principals aspectos a considerar
Valorizagao territorial
■ Analisar o estado e o uso do solo a intervir;
■ Promover a valorizagao territorial;
■ Respeitar e ir de encontro aos instrumentos de gestao territorial em vigor,
nomeadamente PDM, PU entre outros.
Optimizagao ambiental da implantaga
■ Verificar a percentagem de area permeavel, do solo face ao total do lote.
Valorizagao ecologica
■ Preservar as especies animais ou plantas considerados importantes, sensfveis ou
com valor local;
■ Aumentar os habitats considerados importantes, sensfveis ou com valor para o
local.
o Edificio HEXA: (297m2 area verde logradouro + 102,62m2 area verde
300m2 area do lote = cerca de 50%; quatro especies arboreas autoctones
Interligagao de habitats
■ Promover a continuidade da estrutura verde nas zonas envolventes;
■ Evitar a existencia de barreiras/obstaculos ffsicos entre habitats ou no mesmo
habitat;
■ Colocar estruturas (tocas, ninhos, etc.) que favoregam o desenvolvimento de
especies.
Moradia Urbana: Perfmetro de contacto dos corredores com os limites do
traves de arborizagao e espagos verdes permeaveis.
Integragao paisagistica
■ Fomentar a integragao paisagista ao nfvel das cores, dos materiais, da volumetria,
do estilo arquitectonico e da altura das cerceas.
ras semelhantes a media existente no local <
s dentro dos existentes no local.
Protecgao e valorizagao do patrimonio
■ Preservar o edificado;
■ Valorizar a forma do ediffcio com o patrimonio envolvente (construfdo), e
adequagao do uso ao tipo de ambiente.
Eficiencia no consumo
■ Reduzir os consumos energeticos, atraves da monitorizagao dos consumos de
energia;
■ Verificar os valores da certificagao energetica.
Edificio HEXA
129 - Insergao urbana
e desempenho energetico no site d;
Desenho passivo
■ Adoptar praticas bioclimaticas e de desempenho solar passivo;
■ Adoptar correcta orientagao solar, factor de forma, isolamentos, massa termica
da estrutura, dimensionamento dos vaos, sombreamento, tipo de vidro e caixilharia,
ventilagao natural, e sistemas passivos.
Figura 30 - Vista Tardoz
Aplicacao a Moradia Urbana: Orientagao a sul; isolamento termico adequado (pelo
exterior - cortiga 4 mm), isolamento adequado na cobertura; sombreamento exterior;
vidros duplos e caixilharia; fenestragao selectiva; minimizagao e eliminagao de pontes
Intensidade em carbono
■ Reduzir o nfvel de emissoes de C02 a partir de fontes de energia renovaveis e
quantidade de energia produzida no total.
Consumo de agua (potavel)
■ Reduzir o consumo de agua primaria proveniente da rede de abastecimento publica
definindo os consumos de agua potavel.
Gestao das aguas locais
■ Fomentar a gestao das aguas locais, nomeadamente as escorrencias locais antes
e apos a intervengao;
■ Elaborar uma lista das medidas implementadas com vista a redugao das
escorrencias;
■ Assegurar uma gestao eficaz das aguas locais.
plicacao a Moradia Urbana: [75 - 90[°/o de redugao da escorrencia imediata de
aguas para pluvial ou linha de agua na propriedade; retengao, tratamento de agua
recolha de aguas pluviais, utilizagao da mesma para rega.
28
sihtese executiva
principals aspectos a considerar < projecto base (projecto de licenciamento)
Moradia Urbana
Durabilidade
■ Promover a durabilidade da estrutura, canalizagoes, acabamentos e equipamentos
comuns.
Figura 32 - Insergao urbana
Figura 33 - Vista Tardoz
Materials locais
■ Utilizar materiais provenientes ou produzidos a menos de 100 km do local de
intervengao.
oradia Urbana: 50 - 75 % dos materiais sao materiais locais: betao,
amico, argamassa, telha, vegetagao, terra.
Materiais de baixo impacte
■ Utilizar materiais certificados ambientalmente, reciclados e/ou renovaveis e de
baixo impacte.
: [37,5 - 50[ % de materiais utilizados, face ao total sao
ciclados e/ou renovaveis.
Produgao local de alimentos
■ Permitir e incentivar a produgao local de alimentos diversificados no edificado, de
origem animal e/ou vegetal.
rodugao alimentar na cobertura e no logradouro:
ligas e ervas aromaticas.
Tratamento das aguas residuais
■ Promover o tratamento de aguas, efectuado no local;
■ Reduzir a percentagem de efluentes que nao e tratada localmente.
]% tratamento de aguas residuais efectuado
ma municipal de colectores.
Caudal de reutilizagao de aguas usadas
■ Utilizar agua reutilizada para rega de zonas verdes e outras areas exteriores,
abastecimento de autoclismos.
- 100]% das aguas residuais tratadas servem as
r do ediffcio que nao exijam agua potavel.
Caudal de emissdes atmosfericas
■ Eliminar ou diminuir a utilizagao de equipamentos que funcionem com combustao
e/ou emitam particulas e/ou substancias com potencial acidificante.
Figura 34 - Produgao de energia na cobertura
Produgao de residuos
■ Reduzir a quantidade de resfduos de construgao produzidos;
■ Reduzir a produgao de resfduos solidos, por exemplo resfduos solidos urbanos,
incluindo a compostagem de resfduos organicos;
■ Reduzir a quantidade de resfduos produzidos na fase
rcentagem de redugao na produgao de
m2 area total); [50 - 75[ - Percentagem de redugao
es de construgao e demoligao (kg/m2 area total).
Gestao de residuos perigosos
■ Reduzir e gerir os resfduos perigosos produzidos e utilizados e os materiais e
produtos que os originam;
■ Promover a sua redugao, eliminagao, gestao e deposigao final adequada.
HEXA: Locais para a deposigao de pilhas, lampadas, oleos
perigosos de escritorio; eliminagao de materiais perigosos
s usados para a manutengao.
Valorizagao de residuos
■ Aumentar a quantidade de resfduos valorizados ou reciclados no ediffcio;
■ Promover uma separagao selectiva de resfduos, e reciclagem imediata e I
iclados na
eposigao e separagao aos resfduos a
m).
Fontes de ruido para o exterior
■ Reduzir os nfveis de rufdo produzidos provenientes de fontes internas ou de fontes
externas.
paredes interiores ou exteriores envolventes aos equipamentos que emitem ruidos
- elevadores silenciosos.
projecto base (projecto de licenciamento) > principals aspectos a considerar
Poluigao ilumino-termica
■ Reduzir os nfveis de poluigao ilumino-termica no exterior, efeito de ilha de calor, e
poluigao luminosa.
ada. Existencia de luminarias com intensidade adequada
Niveis de qualidade do ar
■ Fomentar a ventilagao natural, o seu tipo e incidencia por divisao;
■ Promover medidas implementadas com vista a redugao de COV's e redugao de
contaminagoes no ar interior (micro-contaminagoes).
Edificio HEXA
ntrolo de iluminagao.
cobertura ajardina>
Conforto termico
■ Fomentar o uso da iluminagao natural atraves da arquitectura dos espagos
(organizagao, forma, dimensao dosvaos, materiais, etc.);
■ Utilizar sistemas de iluminagao eficazes (lampadas eficientes, correcta colocagao
das luminarias, possibilidade de controlar os nfveis de iluminagao).
idificio; distribuigao
(pelo exterior com 6
na Dryvit; vidros duplos com sombreamento pelo exterior.
Niveis de iluminagao
■ Fomentar o uso da iluminagao natural atraves da arquitectura dos espagos
(organizagao, forma, dimensao dosvaos, materiais, etc.);
■ Utilizar sistemas de iluminagao eficazes (lampadas eficientes, correcta colocagao
das luminarias, possibilidade de controlar os nfveis de iluminagao).
50% das di
principais), acabamentos de cor clara, sombreamento de vaos envidragados: sul, est*
e oeste, correcto dimensionamento das luminarias, para as areas da cozinha (300 lux]
ala de jantar (200 lux), corredores comuns (100 lux).
Conforto sonoro
■ Evitar que os nfveis de rufdo excedam os 35 dB(A) no interior dos ediffcios, durante
as 24 horas do dia.
arteirao OCTO: Organizagao espacial adequada aos rufdos
provenientes das instalagoes existentes no interior do edificio, isolamento acustico
adequado aos diversos compartimentos, vidros duplos, existencia de apoios anti-
a garagem e elevadores.
Acesso aos transportes pu
■ Garantir o acesso a transportes publicos ou criagao de acesso a nos de transportes
publicos;
■ Em casos especfficos promover a criagao de mecanismos de transporte publicos
proprios.
ao Quarteirao OCTO: Existencia de urn meio de transporte publico
Mobilidade de baixo impacte
■ Promover solugoes de mobilidade de baixo impacte como a circulagao a pe ou de
bicicleta;
■ Utilizagao de vefculos hfbridos ou electricos, a utilizagao de vefculos em poolshare,
entre outros.
o Quarteirao OCTO: Caminhos pedonais; trilhos de ciclovias; existenc
de estacionamento exclusivos para bicicletas e vefculos ecologico"
nto de vefculos electricos.
Solugoes inclusivas
■ Reduzir os locais com potenciais problemas de acessibilidade e movimentagao;
■ Identificar solugoes inclusivas adoptadas com vista a sua resolugao, quer no
interior, quer no exterior do edificado.
ogradouro); assegurar a colocagao de lugares de estacionamento em lo
da sem obstaculos na moradia.
Flexibil idade
■ Fomentar a flexibilidade dos espagos, nomeadamente atraves da existencia de
areas modulares e adaptaveis a varias utilizagoes.
Figura35 - Pormenordavaranda
Figura37 - Esquemas de ventilagao
mais eficiente
Dinamica economica
■ Criar condigoes para potenciar e incentivar as actividades economicas locais;
■ Reduzir as desigualdades sociais ao nfvel local, identificando e adaptando solugoes
com vista a sua resolugao;
■ Fomentar a fixagao de actividades economicas relevantes para o desenvolvimento
da zona.
menos eficiente
Figura 38 - Desempenho ambiental
30
rtpncagao ao wuarieirao uv^iu: ^omercio locanzaao no piso terreo que inieragt
com o logradouro do lote do edificio, frente de rua/praga com actividade;
economicas; Possibilidade de arrendamento com rendas acessfveis para a classt
media e populagao mais jovem.
sihtese executiva
principals aspectos a considerar < projecto base (projecto de licenciamento)
Moradia Urbana
; rn [
i L 1
1- i r-
Figura 41 - Esquemas de ventilagao
l mais eficiente
menos eficiente
Figura 42 - Desempenho ambiental
Trabalho local
■ Criar condigoes para gerar novos empregos no edificado e/ou existencia de postos
de trabalho na envolvente do mesmo (ate 1000m) que possam contribuir para a
integragao social das pessoas que residam nesse edificio.
o em actividades relacionadas
envolvente: comerciais, capacidade do edificio para fornecer
condigoes propicias a criagao de emprego.
Amenidades locais
■ Quantificar as amenidades naturais e humanas existentes na envolvente do bairro
(raio de 500m a 1000m);
■ Determinar a distancia a cada uma dessas amenidades, segundo urn percurso que
possa ser facilmente percorrfvel a p
stencia de cinco amenidades humanas (farmacia,
rmercado, escola); existencia de duas amenidades
e uma a 1000 m (Parque Urbano).
Interacgao com a comunidade
■ Fomentar as intervengoes que permitam a integragao e acessibilidade da
comunidade ao empreendimento;
■ Tornar possfvel que nao residentes do edificio possam usufruir dos espagos
exteriores naturais de lazer e/ou desporto, destinados a qualquer faixa etaria.
a de 500m entre o edificio e espagos publicos de lazer; promogao de
ue incentivam a interacgao com a comunidade.
Capacidade de controlo
■ Aumentar a controlabilidade ao nfvel de conforto para a temperatura, humidade,
ventilagao, sombreamento e iluminagao;
■ Procurar solugoes que possam abranger todas essas areas e que promovam a
interacgao entre as mesmas.
a: Controlo do vento, do sombreamento e da iluminagao
rolo da temperatura, da humidade, da ventilagao, do
Condigoes de participagao e governancia
■ Criar condigoes e implementar medidas que permitam uma boa interacgao com a
comunidade.
ada de informagao na fase inicial de projecto
is utilizadores do espago.
Controlo dos riscos naturais (safety)
■ Adequar a intervengao aos riscos naturais existentes;
■ Evitar os riscos inerentes as solugoes arquitectonicas adoptadas;
■ Evitar a construgao ou aplicagao de elementos potencialmente perigosos, ou que
nao sejam suficientes para evitar ou inibir as consequencias de ameagas naturais.
eguranga aos riscos de pluviosidade acrescida. Seguranga ao risco eolico/vento;
Controlo das ameagas humanas (security)
■ Aplicar medidas de controlo e inibigao da criminalidade e vandalismo em areas
referentes a iluminagao, vigilancia, permeabilidade do espago e campos de visao
nesse mesmo espago.
nte de rua; videovigilancia (por exemplo, CCTV) nos
Custos no ciclo de vida
■ Fomentar uma boa relagao custo/qualidade dos materiais, equipamentos, sistemas,
elementos existentes no edificio.
cgao de equipamentos, solugoes e sistemas com
tengao.
Condigoes de utilizagao ambiental
■ Promover a divulgagao de informagoes relativamente ao modo de funcionamento e
gestao do edificado.
izagao de manuais e informagoes necessarias
Sistema de gestao ambiental
■ Promover a existencia de algum tipo de monitorizagao ambiental: SGA e outras
certificagoes.
tema LiderA).
quarteirao possui urn sistema de gestao ambiental
Inovagoes
■ Sistematizar e analisar as inovagoes estruturais ou pontuais que tenham uma
contribuigao efectiva e eficaz para um ou mais criterios de avaliagao.
Edificio HEXA: Sistema de fotovoltaicos translucidos; produgao local
alimentar na cobertura e loqradouro.
sfntese executiva
avaliagao da sustentabilidade - Sistema LiderA
0.7 Avaliagao da Sustentabilidade - Sistema
LiderA
No manual para os projectos-modelo foram realizadas as respectivas
avaliagoes pelo Sistema LiderA (v2.0), sendo identificado o
posicionamento dos empreendimentos nas varias fases de projecto ate
ao licenciamento e avaliadas as possibilidades de melhoria, de forma a
obter urn nfvel de classificagao mais elevado, e consequentemente urn
melhor desempenho ambiental,
A implementagao de medidas sustentaveis nos projectos-modelo tern o
potencial de se materializar num contributo relevante para a sociedade
em que se insere, nomeadamente por se tratarem de edificios modelo,
sendo assim uma oportunidade relevante para consciencializar os
Projectistas para a pratica de arquitectura sustentavel. Apresentam-
se seguidamente as propostas de posicionamento para o Quarteriao
OCTO, o Ediffcio HEXA e a Moradia Urbana.
Posicionamento do Quarteirao OCTO
Verificou-se que o Quarteirao OCTO na fase de licenciamento emprega
medidas que sao 50% superiores a pratica comum, obtendo-se deste
modo na sua avaliagao uma classificagao A. Uma vez que o quarteirao
e constitufdo por oitos edificios semelhantes ao Ediffcio HEXA e que
fazendo parte do quarteirao foram analisados e tidos em conta na
avaliagao, o quarteirao obteve urn nfvel de desempenho proximo do
nfvel que se alcangou para o Ediffcio HEXA, acabando por se situarem
ambos os empreendimentos na mesma classe de certificagao,
Embora a estrategia e as solugoes pensadas para o edificado sejam
muito semelhantes no Ediffcio HEXA e no quarteirao OCTO, que se
comprovam pela obtengao da mesma classe certificavel (A), analisando
as duas avaliagoes verificaram-se nfveis de desempenho diferentes
nalguns criterios,
Relativamente a Valorizagao Territorial (C1), enquanto o HEXA intervem
numa zona degrada, o OCTO insere-se numa zona nao construfda. No
Caudal das emissoes atmosfericas (C18) o ediffcio HEXA apenas
profbe o fumo do tabaco na fracgao comercial enquanto no OCTO nao
e permitido fumar nas fracgoes comerciais e nos espagos comuns do
edificado do condomfnio. Na flexibilidade dos espagos, o HEXA e o
OCTO tern uma estrategia muito semelhante. Contudo na optimizagao
do tragado das tubagens, estas concentram-se em couretes no interior
do edificado, mas no caso do OCTO esta estrategia abrange ainda
o tragado das redes no exterior dos ediffcios proporcionando uma
solugao comum e eficaz na distribuigao de redes para todo o quarteirao
permitindo mais-valias na manutengao das proprias infra-estruturas,
Ver Figuras 44 - B avaliagao do Quarteirao OCTO]
Posicionamento do Edifi'cio HEXA
Na abordagem realizada verifica-se que o Ediffcio HEXA, na fase de
icenciamento integra medidas que sao 50% superiores a pratica
comum, obtendo uma classificagao final no nfvel A,
Ver Figuras 44 - ■ avaliagao do Ediffcio HEXA]
mais eficiente
prAtica usual
menos eficiente
Figura 43 - Classificagao final do Quarteirao OCTO e do Ediffcio HEXA e posicionamento nas
classes
Figura 44 - Sistema LiderA (Quarteirao OCTO | Ediffcio HEXA):
a) Integragao local
C6 Protecgao e valorizagao do patrimonio C6 u
C6 p
C5 Integragao CB u
paisagfstica CB p
C4 Interligagao de C4 u
habitats C4 p
C3 Valorizagao C3 u
ecologica C3 p
C2 Optimizagao anjbjental da mplantagao C2 u
C2 p
C1 Valorizagao
territorial
b) Recursos
C15 Produgao local
de alimentos
C1B u
C1B p
C14 Materials de
baixo impacte
C14 u
C14 p
C13 u
C13 Materials locais
C13 p
C12 u
C12 Durabilidade
C12 p
C11 Gestao das
aguas locais
C11
C11 p
32
sfntese executiva
avaliagao da sustentabilidade - Sistema LiderA
c) Cargas ambientais
e) Vivencia socioeconomica
C23 Poluigao
lumino-termica
C23 p
C22 Fontes de rufdo _
para o exterior
C22p
—I
C21 Valorizagao de
resfduos
C21 p
C20 Gestao de
resfduos perigosos
C20p
C19 Produgao de
resfduos
C19p
C18 Caudal
de emissoes
atmosfericas
C18u
C18p
C17 Caudal de C17u
reutilizagao de aguas
usadas C17p
0 1 2 3 4 5
d) Conforto ambiental
7 8 9 10
C27 Isolamento
acustico/nfveis
sonoros
C27p
C26 Nfveis de
luminagao
C26 p
C25 Conforto
termico
C2Bp
C24 Nfveis de
qualidade do ar
C24p
/ /.
_1
0 1
3456789 10
f) Uso sustentavel
C43 u
C43 Inovagoes
C43 p.
C42 Sistema de C42u
gestao ambiental C42p
C41 Condigoes de C41 u
utilizagao ambiental C41 p,
/ / / / / / /
C40 Custos no ciclo
de vida
C39 Controlo das C39 u
ameagas humanas
(security) C39 p
C38 Controlo de
riscos naturais
(safety)
C37 Condigoes
de participagao e
governancia
C36 Capacidade de
controlo
C35 Interacgao com
a comunidade
C34 Amenidades
Locais
C33 Trabalho local
C32 Dinamica
economica
C31 Flexibilidade - C31 u
adaptabilidade aos
usos C31 p
C30 Solugoes
nclusivas
C29 Mobilidade de
baixo impacte
C28 Acesso aos
transportes publicos
0 1
3456789 10
0 1
3456789 10
33
sfntese executiva
avaliacao da sustentabilidade - Sistema LiderA
Posicionamento da Moradia Urbana
Relativamente a Moradia Urbana, concluiu-se que, segundo os 43
criterios que compoem o Sistema LiderA (v2.0), seria atribufda uma
classificacao final no nfvel A+, o que significa uma melhoria, isto e, que
possui medidas 75% superiores a pratica comum,
Embora a proposta da moradia apresentada como exemplo de casa
unifamiliar sustentavel tenha alcancado uma nota que comprova o bom
desempenho da construcao, tal como no caso do Ediffcio HEXA, este
projecto nao deve estagnar a possfvel procura de melhorias e solucoes
que levem a melhores desempenhos e consequentemente a obtencao
de uma classificacao superior a obtida, ou seja A+ +
Em resumo, concluiu-se que os ediffcios cumpriram os objectivos do
promotor em relacao aos princfpios e intencoes iniciais previstas e ao
nfvel de sustentabilidade pretendida, embora este seja urn processo
evolutivo de constante procura de melhoria de solucoes sustentaveis.
Figura 46 - Sistema LiderA (Moradia Urbana):
a) Integracao local
menos eficiente
Figura 45 - Classificacao final da Moradia Urbana e posicionamento nas classes
C6 Protecgao e C6 u
valorizagao do
patrimonio C6 p
L*o inteoragao C5 u
paisagistica C5 p
C4 Interligagao de C4u
habitats C4p
C3 Valorizagao C3 u
ecologica C3p
C2 Optimizagao C2 u
ambiental da
implantagao C2p
C1 Valorizagao
territorial
C -I
0 1 2 3 4 5 6 7
9 10
b) Recursos
C15 Produgao local C15 u
de alimentos C15 p
C14 Materials de C14u
baixo impacte C14p
C13 Materials locais C13 u
C13 p
C12 u
C12 Durabilidade
C12p
C11 Gestao das C11 u
aguas locais C11 p
C10 Consumo de C10 u
agua potavel C10 p
C9 Intensidade em C9 u
carbono C9p
C8u
C8 Desenho passivo
C8p
C7 Eficiencia no
consumo
C7 p
0 1 2 3 4 5 6
9 10
34
si'ntese executiva
avaliagao da sustentabilidade - Sistema LiderA
c) Cargas ambientais
e) Vivencia socioeconomica
0 1 2 3 4 5
d) Conforto ambiental
9 10
C27 solamento acustico/nfveis sonoros C27 u
C27 p
C26 Nfveis de iluminagao C26 u
C26 p
C25u
C25 Conforto
termico
C25 p
C24 Nfveis de
qualidade do ar
3456789 10
1 f) Uso sustentavel
C43 u
C43 Inovagoes
C43 p
C42 Sistema de C42 u
gestao ambiental C42p
C41 Condigoes de C41 u
utilizagao ambiental C41 p
C40 Custos no ciclo C40u
de vida C40 p
C39 Controlo das ameagas humanas (security) C39 u
C39 p
C38 Controlo de riscos naturais (safety) C38u
C38p
C37 Condigoes de participagao e governancia C37 u
C37 p
C36 Capacidade de C36 u
controlo C36p
C35 Interacgao com C35 u
a comunidade C35p
C34 Amenidades C34u
Locais KM P
C33 Trabalho local C33 u
C33p |
C32 Dinamica C32 u
economica C32p
C31 Flexibilidade -adaptabilidade aos LI SOS C3I u
C31 p
C30 Solugoes C30 u
inclusivas C30 p
C29 Mobilidadede C29u
baixo impacte C29p |
C28 Acesso aos C28u
transportes publicos C28p
0 1
3 4 5 6 7 8
/ / / /~
5 6
10
35
sfntese executiva
tramitacao
0.8 Tramitagao
Durante o desenvolvimento do projecto, deverao ser seguidos os
passos legais exigidos no sentido de assegurar a legalidade das
operacoes urbanfsticas, sendo que nos casos em que existe acordo
com os municfpios, como em Santarem, Torres Vedras ou Beja, no caso
dos Promotores privados, quer o pedido de informacao previa, quer o
Projecto de Licenciamento, devem ser acompanhados dos elementos
que indiquem o objectivo de certificacao pelo Sistema LiderA,
[ver Figura 42 e 43]
A procura da sustentabilidade deve ser considerada desde a fase
nicial de desenvolvimento do projecto, inclusive desde o pedido de
nformacao previa ate ao licenciamento, integrando e precisando
progressivamente as abordagens seleccionadas.
Promotor da operagao
urbanfstica
Administra^ao Publica
Decreto-Lei n° 555/99 de
1 6 Dezembro, republicado
pela Lei n° 60/2007 de 4
de Setembro, artigo n°7
c
Isengao de Licenga
J
Legislagao: Portaria
232/2008, de 11 de Margo
^ Entrada do processo J
*operagao urbanfsticas
*sujeitas a parecer previo nao vinculativo da Camara Municipal
*sujeitas a autorizagao da Assembleia Municipal (depois de submetidas a parecer
previo da CCDR8)
*promovidas pelo Estado autorizadas pelo Ministro da Tutela e pelo ministro
responsavel
(depois de ouvida a Camara Municipal)
*de loteamento e urbanizagao promovidas pelas autarquias locais e suas
associagoes ou pelo Estado em area nao abrangida por PU9ou PP10, submetidas
a discussao publica
Nota: algumas Camaras emitem o parecer nao vinculativo, por analise dos
elementos instrutorios da Portaria n° 232/2008, de 11 de Margo
(art. referentes a comunicagao previa da operagao urbanfstica a realizar)
Nota: No caso de ser a propria Camara Municipal a
apresentar o projecto, processo e tambem apreciado
tecnicamente de acordo com a legislagao mencionada
Figura 47 - Tramitagao para o licenciamento do sector publico segundo a Portaria n° 232/2008,
de 1 1 de Margo
c
Promotor da operagao urbanfstica
Particular
J
Legislagao: Portaria n°
232/2008, de 11 Margo
Pretensao
Entrada do pedido de
Licenciamento da Op. Urbanfstica
na Camara Municipal.
Pedido inf. previa instrufdo com os
elementos n°1, do art. 3° Portaria
232/2008, de 11/03
Decreto-lei n°555/99 de 1 6 de
Dezembro, republicado pela Lei
n°60/2007 de 4 de Setembro,
_artigo n°6 e 6°A_
Processo
Neste caso, a Camara
Municipal emite parecer
sobre a operagao
urbanfstica
icenciamento
Municipal
J
J
Documentos a apresentar com
o pedido de comunicagao
previa
(Art. 1 2° da Portaria de
232/2008, de 11/03)
A Camara para emitir o parecer vai verificar os
elementos instrutorios constantes da Portaria n°
232/2008, de 11 de Margo
Alvara
Figura 48 - Tramitagao para o licenciamento do sector privado segundo a Portaria n° 232/2008,
de 11 de Margo
3CCDR - Comissao de Coordenagao e Desenvolvimento Regional
3PU - Piano Urbanizagao
10 PP -Piano de Pormenor
36
sfntese executiva
conclusoes
0.9 Conclusoes
Este manual de apoio ao desenvolvimento de projectos de licenciamento
sustentavel evidencia a importancia que os diferentes agentes ligados a
construcao devem ten Deste modo, torna-se importante consciencializar
os Promotores para o uso de princfpios de sustentabilidade e aplicacao
alargada nas diferentes areas da sustentabilidade, de forma a garantir
o nfvel de desempenho sustentavel ambicionado,
Estas orientacoes devem ser assumidas no Programa Preliminar
definido pelo promotor, o qual orienta os desenvolvimentos
subsequentes do projecto, assumindo quais os princfpios de procura
de sustentabilidade que podem ser considerados e indicando qual o
nfvel desempenho pretendido (classes do LiderA)
Assim, o Programa Base deve interpretar os objectivos do promotor
e procurar encontrar a concretizacao e a viabilidade das solucoes a
adoptar.Desde a primeira fase, os Projectistas devem utilizar o Sistema
LiderA de forma a atingir urn bom nfvel de desempenho ambiental do
projecto.
Quanta ao Projecto de Licenciamento devera efectuar a escolha das
solucoes atraves de urn balanco equilibrado entre o pretendido pelo
promotor e os nfveis de sustentabilidade a serem considerados,
Os documentos e elementos necessarios para o Projecto de
Licenciamento devem estar implfcitos nas memorias descritivas e
explfcitos nas pecas desenhadas, quando entregues as entidades
competentes destinadas a sua analise. Existe urn conjunto de pecas
desenhadas que os Projectistas deverao ter em consideracao e
poderao existir outras pecas suplementares baseadas em esquemas,
para uma melhor percepcao do projecto a nfvel de solucoes construtivas
e ambientais,
0 Sistema LiderA e urn sistema flexfvel, que pode ser aplicado em
qualquer tipo de fase do projecto, existindo para cada fase de projecto,
tres possibilidades de avaliacao: princfpios, areas evertentes, incluindo
criterios
Retenha-se que a certificacao da sustentabilidade no ambito do
Sistema LiderA nao deve ser encarada como urn objectivo, mas sim
como urn caminho para urn melhor desempenho ambiental, quer no
editicado, que na sua envolvente. Podera ser utilizado em qualquer fase
e escala de projecto, desde o Programa Preliminar ao Programa Base,
Projecto de Licenciamento, Projecto de Execucao e fase de operacao,
Relativamente aos projectos-modelo, Quarteirao OCTO, Ediffcio HEXA
e Moradia Urbana, e intencao do LiderA que estes possam evidenciar
o contributo para uma procura mais alargada da sustentabilidade a
nfvel urbano, incluindo ao nfvel do quarteirao proposto, contribuindo
positivamente para o quotidiano da comunidade em que se insere e
para a procura do desenvolvimento sustentavel.
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