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As albufeiras, lagos, frentes de rios, mais do que frentes de mar já elas suburbanizadas, estão no centro da intervenção de uma cultura que hoje se afirma como urbana. São territórios que têm, despertado nos últimos dez anos, um interesse... more
As albufeiras, lagos, frentes de rios, mais do que frentes de mar já elas suburbanizadas, estão no centro da intervenção de uma cultura que hoje se afirma como urbana. São territórios que têm, despertado nos últimos dez anos, um interesse acrescido, por várias razões: mais-valias económicas decorrentes do aproveitamento de fins múltiplos, como o turismo, a revitalização urbana ou as preocupações ambientais.
São objetivos desta investigação, analisar e avaliar as atuais abordagens de desenvolvimento urbano na envolvente de frentes de albufeiras, tendo como base as transformações urbanas e turísticas verificadas em nove albufeiras: Monte da Rocha, Alqueva, Alvito, Vigia, Montargil, Castelo de Bode, Aguieira, Valdecañas  e Abrantes como caso especial.

O objeto de estudo desta investigação é a albufeira de Alqueva. A utilização de uma metodologia, baseada em estudos de caso de Planos de pormenor implementados ou ainda em fase de projeto na envolvente destas albufeiras, permitirá a construção de um conjunto de recomendações construídas a partir de fatores críticos de sucesso dos estudos de caso estudados, que poderão condicionar futuras transformações urbanas e turísticas na envolvente de albufeiras, ao mesmo tempo podendo ser uma ferramenta útil de apoio á avaliação da determinação do caracter de sustentabilidade das atuais urbanizações já executadas ou em fase de projeto na envolvente da albufeira de Alqueva.
Reservoirs, lakes, rivers fronts, more than sea fronts already too densified, are at the center of the intervention of a culture that today is stated as urban. Are territories that have awakened the last ten years, an increased interest... more
Reservoirs, lakes, rivers fronts, more than sea fronts already too densified, are at the center of the intervention of a culture that today is stated as urban. Are territories that have awakened the last ten years, an increased interest in environmental, economic and social. The objectives of this research, analyze and evaluate the current urban development approaches in the surrounding of lakes fronts, based on the urban and tourist transformations verified in nine reservoirs: Monte da Rocha, Alqueva, Alvito, Vigia, Montargil, Castelo de Bode, Aguieira, Valdecañas and Abrantes as a special case. The study object of this research is the Alqueva dam. It is intended to build a set of recommendations which may condition future urban and tourist changes in reservoirs environment, while assessing the sustainability of current housing developments already implemented or in the design phase in the surrounding of the Alqueva dam.
Resumo Devido ao insucesso constante das nossas cidades atingirem a sustentabilidade como propósito final de uma cidade bem ordenada 1 (GUTERRES,J, 2002),este projecto, visa a implementação na cidade de um sistema em rede, combinando... more
Resumo Devido ao insucesso constante das nossas cidades atingirem a sustentabilidade como propósito final de uma cidade bem ordenada 1 (GUTERRES,J, 2002),este projecto, visa a implementação na cidade de um sistema em rede, combinando vários pontos de tecnologia móvel, colocados em lugares estratégicos, nas praças, nos bairros, nos terminais de transportes públicos nos próprios transportes públicos, centros comerciais etc. Estes, combinando um software muito parecido com a tecnologia de um telemóvel, serão vínculos de opinião, de expressão e participação pública e fiscalização urbana. Estes permitem aos cidadãos e utentes da cidade participarem de forma activa e imediata na solução de problemas do dia-a-dia, permitindo uma resposta por parte dos municípios a esses problemas em tempo real, mas também como funcionam em rede podem fornecer informações mais precisas dos problemas que os utentes e moradores das cidades, vão divulgando nesses pontos móveis aos departamentos de gestão urbana das cidades, fazendo estes então papel fiscalizador, um papel feito por cidadãos. Estes também podem ser pontos de participação e referendo para mudanças na cidade, como a implementação de um sistema de semáforos, ou a criação de uma rotunda, ou até a participação pública na discussão de um plano de pormenor ou a aprovação de um loteamento. Este sistema permite aos municípios uma gestão da cidade mais consensual e mais de acordo com as espectativas dos seus utilizadores, por isso mesmo contribuindo para um desenvolvimento resiliente 2 do território urbano. Palavras-Chave: cidadania, governança, participação pública, resiliência urbana sustentabilidade, tecnologia móvel * Hélder Caeiro Amador-Arquitecto, Doutorando 3º ano do curso de doutoramento em urbanismo FA-UTL / Portugal 1. Enquadramento da ideia Pela primeira vez, face ao rápido crescimento da urbanização registado globalmente, as cidades e os seus subúrbios tornaram-se o principal habitat da humanidade, sendo a principal fonte de empregos e progresso económico e social. Segundo as Nações Unidas, entre 1950 e 2005 a população urbana mais do que quadruplicou. Em 2005, uma parcela de cerca de 49% da população mundial vivia em zonas urbanas, ultrapassando os 50% no decurso de 2008. A revolução industrial representa um marco no processo de urbanização, traduzido na concentração crescente de populações e de actividades. A sua intensificação foi exponencial ao longo do século XX e perspectiva-se a sua persistência, embora mundialmente diferenciada. Na Europa a população residente em áreas urbanas era de 72% em 2007, estimando-se que passe para 84% em 2050. Ao mesmo tempo que a humanidade enfrenta o desafio de um mundo em transformação acelerada em termos demográficos, sociais, económicos, tecnológicos e ambientais a migração para as cidades cria um processo que se auto-alimenta: à medida que expande a sua dimensão, criam-se novas oportunidades de emprego que, por sua vez, atraem novas populações, num processo potenciado pela expansão dos sistemas de transportes e de comunicações. A cidade do século XX, embora com a consciencialização da sustentabilidade, foi sendo marcada pelo surgimento de novos lugares voltados para o espectáculo e entretenimento. As ruas, as praças e todo o conceito de espaço público tradicional na 1 A cidade bem ordenada segundo Guterres (2002), não se pode dissociar de uma sociedade bem ordenada, onde haja uma cultura púb lica intergerecional cooperativa em prol do bem comum, assim sendo o planeamento urbano na modernidade deve ser entendido como uma interacção social activa de um ponto de vista razoável cimentado em condições estáveis: a segurança, a economia, a liberdade e justiça social. Estas condições fazem com que o planeamento urbano seja a charneira para a concepção de espaços mais estáveis socialmente assegurando suporte social da comunidade e incremento de qualidade de vida. 2 A programática territorial sustentável, é vista aqui como resiliência estratégica no conceito que adquire ao conseguir mudar antes que a mudança seja inevitável, sendo uma antecipação continua e um sistema de adaptação face às grandes tendências evolutivas, este conceito aplicado ao sistema empresarial por Hamel e Lisa ValiKangas (2003), pode condicionar o futuro de uma decisão a tomar, de uma organização ou território.